Textos relacionados com os 'posts' do Ponte da Pedra
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abril 14, 2010
março 26, 2010
janeiro 20, 2010
Conto de Verão
Conto de Verão Conte d'été França 1996 Drama Realização Eric Rohmer
Gaspard espera que não lhe aconteça nada. Tanto para o melhor como para o pior. No entanto, as suas férias estão mal encaminhadas. Gaspard instala-se em Dinard, num quarto emprestado por um dos seus amigos da faculdade, à espera da vinda hipotética de Léna, a rapariga de quem se diz apaixonado. Para enganar o tempo, o jovem passa as tardes a dar longos passeios com Margot, também ela estudante, mas ocasionalmente empregada de mesa numa créperie. À primeira vista as suas relações situam-se apenas no plano da amizade, mas depois veremos que outros sentimentos os unem. Ela tem o dom de o fazer falar, já que Gaspard é de natureza taciturna. Ele ensina-lhe, entre outras coisas, que gosta de passar os seus tempos livres a compor canções. Uma delas está quase pronta e Gaspard vai dedicá-la à jovem... Mas numa discoteca onde Margot o leva, Gaspard conhece Solène, uma morena extremamente atractiva que o seduz. O rapaz dedica-lhe então a canção e aceita ir passar o resto das férias com ela a Ouessant. Margot, que foi quem de certa forma empurrou Gaspard para os braços de Solène, fica ciumenta, sobretudo depois de ficar a par dos planos de viagem que ele tinha com Léna e com ela, caso a primeira não aceitasse viajar. Entretanto, e para complicar ainda mais a situação, Léna chega a Dinard. Nas primeiras horas, Gaspard só tem olhos para ela. A jovem vai então ter tudo: a canção, a viagem, etc... Mas poucos dias depois Gaspard desencanta-se, sentindo que aos olhos de Léna ele não passa de um bom amigo e que ela não está verdadeiramente decidida a partir. Com quem é que Gaspard vai então viajar? Com aquela a quem ele propôs em primeiro lugar mas que dia após dia tenta adiar a partida? Com Soléne, que está firmemente decidida a ir, tanto que até o assusta. Com Margot, de quem ele gosta cada vez mais, mas que continua a arreliá-lo dizendo que para um rapaz que se queixava de afastar as raparigas até nem se está a sair mal, pois está a braços com três. "Não achas que é um pouco demais?." A Gaspard não lhe resta então outra saída senão resolver esta grande embrulhada.
janeiro 19, 2010
Nobre da Costa
Alfredo Nobre da CostaNasceu em Lisboa em 1923. Licenciou-se em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico, em 1946, e obteve, em 1948, uma pós-graduação em Londres.
Aos 27 anos iniciou uma longa carreira profissional desenvolvida no sector privado em empresas do Grupo Champallimaud, passando pela direcção da Fábrica de Cimentos Tejo, Fábrica de Cimentos Cabo Mondego, e Cimentos de Leiria.
Em 1962, ingressou na Siderurgia Nacional como administrador técnico. Abandonou o Grupo Champallimaud para criar a Lusotecna, empresa fundada em 1965, ao mesmo tempo que é nomeado administrador da EFACEC.
Em 1972 foi escolhido para presidir ao Conselho de Administração da SACOR, cargo que abandonou em 1974, já depois do 25 de Abril.
Nomeado secretário de Estado da Indústria Pesada no VI Governo Provisório, liderado pelo Almirante Pinheiro de Azevedo, foi também ministro da Indústria e Tecnologia no I Governo Constitucional, de Mário Soares. Em 1978, o então presidente da República General Ramalho Eanes convidou-o a chefiar o III Governo Constitucional, formado por iniciativa presidencial, Governo esse que teria uma duração de 85 dias e que cairia depois do seu programa ter sido recusado pela Assembleia da República. Assumiu posteriormente a presidência da Celcat e regressou à EFACEC, empresa de que era gestor à data da sua morte, a 1 de Abril de 1996.
http://www.eurohspot.eu/site/index.php?option=com_content&task=view&id=213&Itemid=64
janeiro 14, 2010
dezembro 22, 2009
dezembro 21, 2009
dezembro 16, 2009
Kéraban o cabeçudo
1883. Kéraban le Têtu (Kéraban the Inflexible) [ 2 volumes ]
Jan Van Mitten and his valet Bruno (both of Rotterdam, Holland) are in Constantinople, Turkey. The pair is going to meet with Van Mitten's tobacco business associate, a headstrong man named Kéraban. At Van Mitten's meeting Kéraban decides to take them to dinner at his home in Scutari on the other side of the Bosphorus Strait. Just before they are going to cross the Strait a tax is imposed on all vessels that can be used to cross the strait. Enraged by this new tax, Kéraban decides to take his associates to Scutari by traveling seven hundred leagues around the perimeter of the Black Sea so that he won't have to pay the paltry 10 paras tax. Kéraban, this man of principle, and his reluctant traveling companions begin the journey; the only deadline for Kéraban is that he must be back in 6 weeks time so that he may depart in time to arrange for his nephew's wedding to a young woman who must be married before she turns seventeen. If she doesn't meet that deadline, she won't inherit 100,000 Turkish pounds. Unfortunately for Kéraban and friends the villains Yarhud, Scarpante and the man they work for Seigneur Saffar have plans to ensure that the young woman gets married to Saffar before the deadline.
Jan Van Mitten and his valet Bruno (both of Rotterdam, Holland) are in Constantinople, Turkey. The pair is going to meet with Van Mitten's tobacco business associate, a headstrong man named Kéraban. At Van Mitten's meeting Kéraban decides to take them to dinner at his home in Scutari on the other side of the Bosphorus Strait. Just before they are going to cross the Strait a tax is imposed on all vessels that can be used to cross the strait. Enraged by this new tax, Kéraban decides to take his associates to Scutari by traveling seven hundred leagues around the perimeter of the Black Sea so that he won't have to pay the paltry 10 paras tax. Kéraban, this man of principle, and his reluctant traveling companions begin the journey; the only deadline for Kéraban is that he must be back in 6 weeks time so that he may depart in time to arrange for his nephew's wedding to a young woman who must be married before she turns seventeen. If she doesn't meet that deadline, she won't inherit 100,000 Turkish pounds. Unfortunately for Kéraban and friends the villains Yarhud, Scarpante and the man they work for Seigneur Saffar have plans to ensure that the young woman gets married to Saffar before the deadline.
dezembro 15, 2009
Da terra do espumante
Produção de espumante da Bairrada aumenta 10%
por Lusa, publicado em 15 de Dezembro de 2009
A produção de espumante certificado da Bairrada deverá atingir este ano 1,4 milhões de garrafas, um crescimento de cerca de 10% em relação ao ano passado, segundo dados fornecidos à Lusa pela Comissão Vitivinícola.
A região da Bairrada representa mais de metade da produção de espumante do país - cerca de seis milhões das 11 milhões de garrafas - se tivermos em conta não apenas o certificado mas todo o espumante, proveniente de produtores individuais, adegas cooperativas e caves.
A Bairrada é, por isso, a “principal produtora de espumante do País, apesar de só uma parcela da produção ter denominação de origem da região”, disse à Lusa José Pedro Corte Real, secretário-geral da Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB), sedeada em Anadia.
“Mesmo em cenários de crise, o espumante da Bairrada sempre teve um comportamento honroso e, paulatinamente, tem aumentado todos os anos”, sublinhou.
O espumante da Bairrada é consumido sobretudo em Portugal mas é também exportado para Brasil, Espanha, Canadá e Angola, este último um mercado que começa a ter uma “grande apetência” sobretudo para os meio-secos.
Angola é, de resto, o principal mercado de exportação dos vinhos tranquilos (não espumosos) da região da Bairrada (40 por cento ultrapassa a fronteira) e “poderá vir a ter uma grande importância no consumo dos espumantes”, na opinião do responsável pela Comissão Vitivinícola.
Canadá e Estados Unidos são outros “mercados de interesse” para o espumante da Bairrada e que, durante os próximos três anos, estarão também no centro das campanhas de promoção do produto no exterior.
"São mercados com grandes potencialidades e para onde esperamos que as exportações possam subir”, disse José Pedro Corte Real.
Em Portugal, o consumo de espumante “está a alterar-se”, deixando de estar associado apenas a festividades, como o Natal, Ano Novo, Páscoa ou aniversários.
“O espumante tem uma capacidade quase universal de casar bem com todo o tipo de pratos gastronómicos, incluindo os avinagrados”, afirmou Corte Real, acrescentando que “em cada casa da Bairrada há sempre uma garrafa no frigorífico”, pronta para ser aberta.
Espera-se que o espumante venha a ter “um papel mais importante” na Região Vitivinícola da Bairrada, assumindo-se como um “embaixador da região, aliado ao leitão”, disse aquele responsável.
Com uma área de 9.500 hectares de vinha, a Bairrada é apontada como a região do País onde a produção de espumante terá começado, no final do século XIX, mantendo até hoje a “técnica mais nobre”, também chamado método clássico, de fermentação em garrafa.
Dos cerca de 90 produtores/engarrafadores da região, 50 são também de espumante, que para ter denominação de origem certificada terá de ser submetido a um estágio mínimo de nove meses e produzido com castas da região, sendo utilizadas a tinta Baga e as regionais brancas Bical e Cercial, bem como as brancas Arinto e Fernão-Pires (designada na Bairrada por “Maria-Gomes”).
por Lusa, publicado em 15 de Dezembro de 2009
A produção de espumante certificado da Bairrada deverá atingir este ano 1,4 milhões de garrafas, um crescimento de cerca de 10% em relação ao ano passado, segundo dados fornecidos à Lusa pela Comissão Vitivinícola.
A região da Bairrada representa mais de metade da produção de espumante do país - cerca de seis milhões das 11 milhões de garrafas - se tivermos em conta não apenas o certificado mas todo o espumante, proveniente de produtores individuais, adegas cooperativas e caves.
A Bairrada é, por isso, a “principal produtora de espumante do País, apesar de só uma parcela da produção ter denominação de origem da região”, disse à Lusa José Pedro Corte Real, secretário-geral da Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB), sedeada em Anadia.
“Mesmo em cenários de crise, o espumante da Bairrada sempre teve um comportamento honroso e, paulatinamente, tem aumentado todos os anos”, sublinhou.
O espumante da Bairrada é consumido sobretudo em Portugal mas é também exportado para Brasil, Espanha, Canadá e Angola, este último um mercado que começa a ter uma “grande apetência” sobretudo para os meio-secos.
Angola é, de resto, o principal mercado de exportação dos vinhos tranquilos (não espumosos) da região da Bairrada (40 por cento ultrapassa a fronteira) e “poderá vir a ter uma grande importância no consumo dos espumantes”, na opinião do responsável pela Comissão Vitivinícola.
Canadá e Estados Unidos são outros “mercados de interesse” para o espumante da Bairrada e que, durante os próximos três anos, estarão também no centro das campanhas de promoção do produto no exterior.
"São mercados com grandes potencialidades e para onde esperamos que as exportações possam subir”, disse José Pedro Corte Real.
Em Portugal, o consumo de espumante “está a alterar-se”, deixando de estar associado apenas a festividades, como o Natal, Ano Novo, Páscoa ou aniversários.
“O espumante tem uma capacidade quase universal de casar bem com todo o tipo de pratos gastronómicos, incluindo os avinagrados”, afirmou Corte Real, acrescentando que “em cada casa da Bairrada há sempre uma garrafa no frigorífico”, pronta para ser aberta.
Espera-se que o espumante venha a ter “um papel mais importante” na Região Vitivinícola da Bairrada, assumindo-se como um “embaixador da região, aliado ao leitão”, disse aquele responsável.
Com uma área de 9.500 hectares de vinha, a Bairrada é apontada como a região do País onde a produção de espumante terá começado, no final do século XIX, mantendo até hoje a “técnica mais nobre”, também chamado método clássico, de fermentação em garrafa.
Dos cerca de 90 produtores/engarrafadores da região, 50 são também de espumante, que para ter denominação de origem certificada terá de ser submetido a um estágio mínimo de nove meses e produzido com castas da região, sendo utilizadas a tinta Baga e as regionais brancas Bical e Cercial, bem como as brancas Arinto e Fernão-Pires (designada na Bairrada por “Maria-Gomes”).
novembro 26, 2009
novembro 23, 2009
http://malaposta.blogspot.com/
"Malaposta na História"
Modelo português da Malaposta de 1854[Photo]A descrição inserida no título do blog é necessariamente resumida.Malaposta será, em rigor, uma palavra composta ou hifenizada: Mala-Posta. Mas, como acontece com muitas outras palavras (quem não se lembra, por exemplo, de cincoenta que passou a cinquenta e quatorze a catorze), a Mala-Posta "modernizou-se" e passou a ser Malaposta. Quem circula pela IC2/N1 no sentido norte-sul, 200 metros antes de entrar para o parque automóvel do restaurante "Pompeu dos Frangos", muito perto da primeira (onde se situa o "Pedro dos Leitões") das dez polémicas rotundas seguidas da Mealhada, existe um marco sinalizador de localidade, onde se lê: Malaposta. Assim, sem hífen. É evidente que, no sentido sul-norte e à mesma distância do "Pompeu", num cruzamento semaforizado, lá se encontra idêntica placa.O Pompeu dos Frangos ocupou, há mais de 44 anos, as instalações que foram uma importante estação da Malaposta, adaptando-as a restaurante. Parte do grande edifício, na entrada e nos anexos do parque, ainda é possível descortinar sinais de antiguidade. Nas paredes encontram-se vários paineis em azulejo, com gravuras das diligências, cenas da lavagem dos cavalos, os passageiros e suas bagagens, as malas do correio e, numa das gravuras, a descrição mais sucinta (em letra da época, floreada): A Jornada, A Ceia, A Muda, A Pernoita. Possuo mais material que me foi disponibilizado pelo actual proprietário do Pompeu dos Frangos, Carlos Aires (desde há 44 anos, tendo sucedido a seu pai), material esse que, com outro recolhido da Internet, servirá para ir alternando a descrição do blog.Já me dei ao trabalho de consultar a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, cuja descrição é muita extensa mas também complexa, no sentido em que "diz-se que diz-se", nomeadamente quanto a datas. Por outro lado, não faltarão publicações históricas sobre o primeiro "veículo" que conseguiu a proeza de ligar Lisboa ao Porto. Entretanto, por mero acaso (e já não estou seguro de ter sido a partir do Letras Com Garfos) encontrei um post intitulado A Chegada da Malaposta (ao Porto), posted by Joaquim, titular do blog Debaixo da Ponte. Tal post insere uma reconstituição a óleo dum modelo português da Malaposta de 1798 e uma peça histórica, "A Chegada da Malaposta" por José Manuel Lopes Cordeiro, datada de Domingo, 10 de Outubro de 1999. Haverá outras versões, as datas não são rigorosas (foram os romanos que começaram a construir a estrada, a Malaposta ia acompanhando o ritmo, houve paragens na obra, só de Lisboa a Coimbra demorou 9 anos, mais 6 até chegar ao Porto e os assaltos à mão armada sucediam-se, pelo Guedelhas, Zé Pequeno, João Brandão, Zé do Telhado e outros, de tal modo que os passageiros mais previdentes não enfrentavam a viagem sem deixarem testamento!...)A imagem supra corresponde ao modelo português da Malaposta de 1854. Possuo em arquivo modelos das Malapostas francesas, belgas e inglesas - mas não são aqui chamadas, não só porque não querem entrar juntamente com as portuguesas, mas, essencialmente, porque o que nos interessa é a nossa Malaposta!
publicada por a.castro às 0:12 a 15/Set/2009
Modelo português da Malaposta de 1854[Photo]A descrição inserida no título do blog é necessariamente resumida.Malaposta será, em rigor, uma palavra composta ou hifenizada: Mala-Posta. Mas, como acontece com muitas outras palavras (quem não se lembra, por exemplo, de cincoenta que passou a cinquenta e quatorze a catorze), a Mala-Posta "modernizou-se" e passou a ser Malaposta. Quem circula pela IC2/N1 no sentido norte-sul, 200 metros antes de entrar para o parque automóvel do restaurante "Pompeu dos Frangos", muito perto da primeira (onde se situa o "Pedro dos Leitões") das dez polémicas rotundas seguidas da Mealhada, existe um marco sinalizador de localidade, onde se lê: Malaposta. Assim, sem hífen. É evidente que, no sentido sul-norte e à mesma distância do "Pompeu", num cruzamento semaforizado, lá se encontra idêntica placa.O Pompeu dos Frangos ocupou, há mais de 44 anos, as instalações que foram uma importante estação da Malaposta, adaptando-as a restaurante. Parte do grande edifício, na entrada e nos anexos do parque, ainda é possível descortinar sinais de antiguidade. Nas paredes encontram-se vários paineis em azulejo, com gravuras das diligências, cenas da lavagem dos cavalos, os passageiros e suas bagagens, as malas do correio e, numa das gravuras, a descrição mais sucinta (em letra da época, floreada): A Jornada, A Ceia, A Muda, A Pernoita. Possuo mais material que me foi disponibilizado pelo actual proprietário do Pompeu dos Frangos, Carlos Aires (desde há 44 anos, tendo sucedido a seu pai), material esse que, com outro recolhido da Internet, servirá para ir alternando a descrição do blog.Já me dei ao trabalho de consultar a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, cuja descrição é muita extensa mas também complexa, no sentido em que "diz-se que diz-se", nomeadamente quanto a datas. Por outro lado, não faltarão publicações históricas sobre o primeiro "veículo" que conseguiu a proeza de ligar Lisboa ao Porto. Entretanto, por mero acaso (e já não estou seguro de ter sido a partir do Letras Com Garfos) encontrei um post intitulado A Chegada da Malaposta (ao Porto), posted by Joaquim, titular do blog Debaixo da Ponte. Tal post insere uma reconstituição a óleo dum modelo português da Malaposta de 1798 e uma peça histórica, "A Chegada da Malaposta" por José Manuel Lopes Cordeiro, datada de Domingo, 10 de Outubro de 1999. Haverá outras versões, as datas não são rigorosas (foram os romanos que começaram a construir a estrada, a Malaposta ia acompanhando o ritmo, houve paragens na obra, só de Lisboa a Coimbra demorou 9 anos, mais 6 até chegar ao Porto e os assaltos à mão armada sucediam-se, pelo Guedelhas, Zé Pequeno, João Brandão, Zé do Telhado e outros, de tal modo que os passageiros mais previdentes não enfrentavam a viagem sem deixarem testamento!...)A imagem supra corresponde ao modelo português da Malaposta de 1854. Possuo em arquivo modelos das Malapostas francesas, belgas e inglesas - mas não são aqui chamadas, não só porque não querem entrar juntamente com as portuguesas, mas, essencialmente, porque o que nos interessa é a nossa Malaposta!
publicada por a.castro às 0:12 a 15/Set/2009
novembro 17, 2009
outubro 28, 2009
Paixão da vinha
Vinha é nova paixão de empresário português que fez fortuna na relojoaria
O toque de modernidade da adega das Colinas de São Lourenço, tida como uma das mais avançadas a nível tecnológico, quase que poderia ser suficiente para perceber o que atraiu o fundador da Roger Dubuis, Carlos Dias (na foto, em baixo), para a aquisição daquela marca de vinhos.
Afinal, a aposta na inovação parece ter sido uma regra de ouro no percurso trilhado por este empresário português na firma suíça de relógios de luxo. Mas não terá sido esta a verdadeira ou única razão que levou Carlos Dias a comprar esta propriedade e marca da Bairrada a Sílvio Cerveira, antigo autarca de Anadia. Quem o conhece garante que a a sua paixão pelos vinhos é de longa data. A aquisição da Colinas de São Lourenço pelo empresário foi confirmada ao PÚBLICO por Custódio Dias, irmão de Carlos Dias, e também ele administrador da marca e adega da região bairradina. Apesar de se ter escusado a revelar os valores que estiveram envolvidos na aquisição, Custódio Dias afirmou que este terá sido apenas o primeiro de vários investimentos no sector. Segundo concretizou, Carlos Dias acaba de adquirir também uma adega na zona do Minho. Esta entrada do empresário no mercado da produção nacional de vinhos acontece depois de, em Agosto do ano passado, ter vendido a sua posição maioritária da Roger Dubuis à Richemont (que engloba as marcas de luxo Cartier e Montblanc, entre outras). "Os vinhos sempre foram uma das suas paixões, e não há paixão sem razão", relatou o irmão do empresário, ao mesmo tempo que especificava que Carlos Dias sempre apostou em ter "uma garrafeira notável". A escolha da Bairrada para primeiro investimento não será alheia ao facto do empresário de sucesso, nascido em 1956, ser natural do concelho de Águeda, em plena região bairradina. Face ao caminho e sucesso traçados pelo empresário Carlos Dias no mundo da relojoaria - criou a Roger Dubuis em 1995 e, em poucos anos, transformou-a numa das maiores referências mundiais do sector -, entre os produtores da Bairrada, há quem olhe para esta entrada do investidor no sector local com bom olhos, augurando um maior reconhecimento dos vinhos desta região no país e no mundo. "Apesar de não o conhecer pessoalmente, acredito que irá, certamente, valorizar os vinhos da região da Bairrada", confessou ao PÚBLICO Luís Pato, um dos mais reconhecidos produtores. "Se produzia relógios de luxo, apostará também em produzir vinhos de grande qualidade", declarou ainda Luis Pato, a propósito do novo proprietário das Colinas de São Lourenço. Já Carlos Campolargo, outro dos produtores da Bairrada, escusou-se a comentar a aquisição das Colinas de São Lourenço pelo empresário do mundo da relojoaria, bem como a perspectivar se a entrada de Carlos Dias para o grupo de produtores locais poderá trazer mais valias para a região. Campolargo limitou-se apenas a reconhecer que "provavelmente, para quem dispõe de meios, este é um belíssimo momento para investir no sector". (ver caixa) Uma aposta na excelência A Sociedade Agrícola Colinas de São Lourenço, que há cerca de dois meses passou para as mãos de Carlos Dias, foi criada em 2001, por Sílvio Cerveira, antigo presidente da câmara municipal de Anadia e descendente de uma família com tradição na produção de vinho na região. O investimento partiu de uma quinta familiar situada em São Lourenço do Bairro, expandindo-se com a aquisição de mais hectares de vinha (80 hectares no total) e a construção de uma adega moderna. A produção teve início em 2002 e não foi necessário muito tempo para a marca se afirmar no mercado nacional e também a nível internacional, com alguns dos seus vinhos a serem distinguidos além fronteiras. Desde o primeiro momento que a marca Colinas de São Lourenço assumiu o objectivo de apostar na procura da excelência. Contudo, e segundo dados recolhidos pelo PÚBLICO, a sociedade agrícola acabou por registar prejuízos, entre 2004 e 2007. Só neste último ano, os resultados líquidos foram negativos em cerca de 400 mil euros. No início de 2007, a empresa fez um aumento de capital, injectando um total de 1,8 milhões de euros. Após esta operação, que permitiu maior liquidez, o capital social passou de 500 mil euros para 2,3 milhões de euros. Já este ano, em finais de Março, Sílvio Cerveira, que era o maior accionista (com 50 por cento do capital) e a mulher, Maria Helena Cerveira, que detinha 30 por cento do capital - os restantes 20 eram detidos por Nuno Cerveira -, cessaram funções de gerência. E é precisamente nesta altura que Custódio Dias e Fernanda Marques entram como gerentes, tal como Carlos Dias, que tem maior preponderância em termos de decisão na gestão. *com Luís Villalobos
2009-05-08 09:10
Maria José Santana*, Público
O toque de modernidade da adega das Colinas de São Lourenço, tida como uma das mais avançadas a nível tecnológico, quase que poderia ser suficiente para perceber o que atraiu o fundador da Roger Dubuis, Carlos Dias (na foto, em baixo), para a aquisição daquela marca de vinhos.
Afinal, a aposta na inovação parece ter sido uma regra de ouro no percurso trilhado por este empresário português na firma suíça de relógios de luxo. Mas não terá sido esta a verdadeira ou única razão que levou Carlos Dias a comprar esta propriedade e marca da Bairrada a Sílvio Cerveira, antigo autarca de Anadia. Quem o conhece garante que a a sua paixão pelos vinhos é de longa data. A aquisição da Colinas de São Lourenço pelo empresário foi confirmada ao PÚBLICO por Custódio Dias, irmão de Carlos Dias, e também ele administrador da marca e adega da região bairradina. Apesar de se ter escusado a revelar os valores que estiveram envolvidos na aquisição, Custódio Dias afirmou que este terá sido apenas o primeiro de vários investimentos no sector. Segundo concretizou, Carlos Dias acaba de adquirir também uma adega na zona do Minho. Esta entrada do empresário no mercado da produção nacional de vinhos acontece depois de, em Agosto do ano passado, ter vendido a sua posição maioritária da Roger Dubuis à Richemont (que engloba as marcas de luxo Cartier e Montblanc, entre outras). "Os vinhos sempre foram uma das suas paixões, e não há paixão sem razão", relatou o irmão do empresário, ao mesmo tempo que especificava que Carlos Dias sempre apostou em ter "uma garrafeira notável". A escolha da Bairrada para primeiro investimento não será alheia ao facto do empresário de sucesso, nascido em 1956, ser natural do concelho de Águeda, em plena região bairradina. Face ao caminho e sucesso traçados pelo empresário Carlos Dias no mundo da relojoaria - criou a Roger Dubuis em 1995 e, em poucos anos, transformou-a numa das maiores referências mundiais do sector -, entre os produtores da Bairrada, há quem olhe para esta entrada do investidor no sector local com bom olhos, augurando um maior reconhecimento dos vinhos desta região no país e no mundo. "Apesar de não o conhecer pessoalmente, acredito que irá, certamente, valorizar os vinhos da região da Bairrada", confessou ao PÚBLICO Luís Pato, um dos mais reconhecidos produtores. "Se produzia relógios de luxo, apostará também em produzir vinhos de grande qualidade", declarou ainda Luis Pato, a propósito do novo proprietário das Colinas de São Lourenço. Já Carlos Campolargo, outro dos produtores da Bairrada, escusou-se a comentar a aquisição das Colinas de São Lourenço pelo empresário do mundo da relojoaria, bem como a perspectivar se a entrada de Carlos Dias para o grupo de produtores locais poderá trazer mais valias para a região. Campolargo limitou-se apenas a reconhecer que "provavelmente, para quem dispõe de meios, este é um belíssimo momento para investir no sector". (ver caixa) Uma aposta na excelência A Sociedade Agrícola Colinas de São Lourenço, que há cerca de dois meses passou para as mãos de Carlos Dias, foi criada em 2001, por Sílvio Cerveira, antigo presidente da câmara municipal de Anadia e descendente de uma família com tradição na produção de vinho na região. O investimento partiu de uma quinta familiar situada em São Lourenço do Bairro, expandindo-se com a aquisição de mais hectares de vinha (80 hectares no total) e a construção de uma adega moderna. A produção teve início em 2002 e não foi necessário muito tempo para a marca se afirmar no mercado nacional e também a nível internacional, com alguns dos seus vinhos a serem distinguidos além fronteiras. Desde o primeiro momento que a marca Colinas de São Lourenço assumiu o objectivo de apostar na procura da excelência. Contudo, e segundo dados recolhidos pelo PÚBLICO, a sociedade agrícola acabou por registar prejuízos, entre 2004 e 2007. Só neste último ano, os resultados líquidos foram negativos em cerca de 400 mil euros. No início de 2007, a empresa fez um aumento de capital, injectando um total de 1,8 milhões de euros. Após esta operação, que permitiu maior liquidez, o capital social passou de 500 mil euros para 2,3 milhões de euros. Já este ano, em finais de Março, Sílvio Cerveira, que era o maior accionista (com 50 por cento do capital) e a mulher, Maria Helena Cerveira, que detinha 30 por cento do capital - os restantes 20 eram detidos por Nuno Cerveira -, cessaram funções de gerência. E é precisamente nesta altura que Custódio Dias e Fernanda Marques entram como gerentes, tal como Carlos Dias, que tem maior preponderância em termos de decisão na gestão. *com Luís Villalobos
2009-05-08 09:10
Maria José Santana*, Público
outubro 10, 2009
Recordando o Dr. Andrade
Amigo do meu avô e médico na Malaposta, a propósito do revivalismo do fenómeno Amália, sobre quem ouvia histórias em surdina à mesa do café.
César Seabra - Engenheiro mecânico formado em Coimbra, é a principal relação amorosa da vida de Amália, tendo ficado conhecido, até ao casamento em 1961, no Brasil, como o «noivo brasileiro». Apesar de ter namorado todas as misses do Brasil – e, de quando se conheceram, tivesse existido uma paixão inicial – César traz estabilidade à vida emocional de Amália, depois do período conturbado com Eduardo Ricciardi: um homem sorridente, bem vestido, muito simpático, muito carismático, com quem Amália casa por companhia e amizade - é com ele que vai viver para o Brasil, deixando de cantar durante dois anos.
Tratam-se por «você» e têm uma intimidade familiar e confortável. César tem imenso sentido de humor e é isso que cativa Amália. Mais tarde, os dois terão amantes e dormirão em quartos separados. Mas o entendimento acaba por ser longo.
setembro 08, 2009
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