Textos relacionados com os 'posts' do Ponte da Pedra

junho 23, 2008

Valonga

São 2.600 metros quadrados de pinhal (ou floresta virgem), para aí 30x87m, encostados ao Marquês da Graciosa, em São Mateus. Uma perfeita extravagância!

























junho 11, 2008

Anadia por todo o lado































Mas nem sempre se consegue conjugar correctamente a palavra Anadia

fevereiro 12, 2008

D. Ximenes Belo

D. Ximenes Belo em visita particular à Figueira da Foz

D. Ximenes Belo esteve esta terça-feira na Figueira da Foz a convite de um amigo, para descontrair e respirar ar puro. O Prémio Nobel da Paz de 1996 visitou a Serra da Boa Viagem e a Igreja de S. Pedro.

Carlos Filipe Ximenes Belo nasceu em 1948, mas é como D. Ximenes Belo, bispo da Igreja Católica que fica na História.
Quinto filho de Domingos Vaz Filipe e de Ermelinda Baptista Filipe, Carlos Filipe Ximenes Belo nasceu na aldeia de Uailacama, concelho (hoje distrito) de Baucau, na costa norte do então Timor Português. O seu pai, professor primário, faleceu quando o jovem Carlos Filipe tinha apenas dois anos de idade. Os anos de infância foram passados nas escolas católicas de Baucau e Ossu, antes de ingressar no seminário de Daré, nos arredores de Díli, formando-se em 1968. Exceptuando um pequeno período entre 1974 e 1976 – quando esteve em Timor e em Macau –, entre 1969 e 1981, Ximenes Belo repartiu o seu tempo entre Portugal e Roma, onde se tornou membro da congregação dos Salesianos e estudou filosofia e teologia antes de ser ordenado padre em 1980.
De regresso a Timor-Leste em Julho de 1981, D. Ximenes Belo esteve ligado ao Colégio Salesiano de Fatumaca, onde foi professor e director. Quando em 1983 se reformou Martinho da Costa Lopes, Carlos Filipe Ximenes Belo foi nomeado administrador apostólico da diocese de Díli, tornando-se chefe da igreja em Timor-Leste, respondendo exclusivamente perante o papa. Em 1988, em Itália, foi consagrado como bispo.

As aparências enganam
A nomeação de D. Ximenes Belo foi do agrado do núncio apostólico em Jacarta e dos próprios líderes indonésios pela sua aparente submissão. No entanto, cinco meses bastaram para que, num sermão na sé catedral, Ximenes Belo tecesse veementes protestos contra as brutalidades do massacre de Craras em 1983, perpetrado pela Indonésia. Nos dias de ocupação, a igreja era a única instituição capaz de comunicar com o mundo exterior, o que levou D. Ximenes Belo a enviar sucessivas cartas a personalidades em todo o mundo, tentando vencer o isolamento imposto pelos indonésios e o desinteresse de grande parte da comunidade internacional e da própria Igreja Católica.
Em Fevereiro de 1989 Ximenes Belo escreveu ao presidente de Portugal, Mário Soares, ao papa João Paulo II e ao secretário-geral da ONU, Javier Pérez de Cuellar, reclamando por um referendo sob os auspícios da ONU sobre o futuro de Timor-Leste e pela ajuda internacional ao povo timorense que estava “a morrer como povo e como nação”. No entanto, quando a carta dirigida à ONU se tornou pública em Abril, D. Ximenes Belo tornou-se uma figura pouco querida pelas autoridades indonésias. Esta situação veio a piorar ainda mais quando o bispo deu abrigo na sua própria casa a jovens que tinham escapado ao massacre de Santa Cruz (1991) e denunciou os números das vítimas mortais.

Prémio Nobel da Paz
A sua obra corajosa em prol dos timorenses e em busca da paz e da reconciliação foi internacionalmente reconhecida quando, em conjunto com José Ramos-Horta, lhe foi entregue o Prémio Nobel da Paz em Dezembro de 1996, “Pelo seu trabalho conducente a uma solução justa e pacífica para o conflito em Timor-Leste”. Na sequência deste reconhecimento, Ximenes Belo teve oportunidade de se reunir com Bill Clinton dos Estados Unidos e Nelson Mandela da África do Sul. Após a independência de Timor-Leste, a 20 de Maio de 2002, a saúde do bispo começou a esmorecer perante a pressão dos acontecimentos que tinha vivido. O papa João Paulo II aceitou a sua demissão como administrador apostólico de Díli em 26 de Novembro de 2002. Após ter-se retirado, D. Ximenes Belo viajou para Portugal para receber tratamento médico. No início de 2004, houve numerosos pedidos para que se candidatasse à presidência da república de Timor-Leste. No entanto, em Maio de 2004 declarou: “Decidi deixar a política para os políticos”.

Em Portugal
Desde que deixou Timor, D. Ximenes Belo está radicado em Portugal e reside no Colégio Salesiano de São João Bosco, em Mogofores (Anadia), onde estudou quando era jovem.
Actualmente a escrever um livro, D. Ximenes Belo “passa muito tempo fechado”, o que levou o amigo Fernando Rego a convidá-lo a passar um dia na Figueira da Foz.
“Estive muitos anos como militar em Timor, e é de lá que vem a nossa amizade”, contextualiza Fernando Rego, que sabia da vontade de D. Ximenes Belo “conhecer melhor a Figueira da Foz”, uma vez que só cá tinha estado ‘de passagem’.
Nesta visita, o Prémio Nobel percorreu, pela manhã, a Serra da Boa Viagem, tendo gostado particularmente do miradouro da Bandeira.
Ao almoço, no restaurante Forte de Santa Catarina, seguiu-se a visita à Igreja de S. Pedro, guiada pelo padre Carlos Noronha.
Em brevíssimas declarações aos jornalistas, D. Ximenes Belo disse estar a gostar do passeio. “A Figueira é uma cidade bonita. Tem mar, como Timor, mas aqui está tudo mais desenvolvido, mais arranjado…”, fez notar.

04/10/2007
Ano 89º
Edição N.º 5528


O Figueirense

fevereiro 07, 2008

A história de uma queda?

Diário Notícias 04-02-2008 Página(s): 1/4/5

A conversa que marcou a queda do ministro da Saúde O DN descobriu na Anadia que o movimento que ditou a substituição do ministro da Saúde, Correia de Campos, começou numa conversa de café entre amigos. Uma grande reportagem sobre o outro lado da remodelação do Governo. Urgências. A substituição de Correia de Campos na pasta da Saúde é vista como uma oportunidade em Anadia para que as urgências voltem a abrir. E a cidade tem feito por isso, com um recorde de 15 manifestações. O DN foi conhecer as caras por detrás dos protestos que têm alimentado as notícias Que força é essa que nasceu em Anadia? Anadia no centro da contestação com 15 protestos Rute Araújo (Texto) RODRIGO CABRITA (Fotos) "Querem acabar com a urgência. Então e nós não fazemos nada?" No momento em que as palavras lhe saíram da boca, de rajada entre dois golos de café, nem Telma Soares acreditava que ela e José Paixão pudessem fazer tanto. E que, um ano depois, Anadia, cidade pequena no eixo do leitão, pouco habituada a ser notícia fora dos jornais da terra, se tornaria no epicentro da contestação à política de saúde. Tanto fizeram e abanaram que, um dia, o ministro caiu. Naquele exacto momento, quando o fecho das urgências era um plano feito por médicos ainda à espera da decisão política, Telma e José resolveram que não iriam perder a guerra, não sem pelo menos ir à luta. O "Movimento Unidos pela Saúde" tem inscrito no BI a data e o local de nascimento. 20 de Fevereiro de 2007, Bar Camelo, na Curia. Veio ao mundo de uma conversa de café entre Telma Soares e José Paixão, cada um "solteiro e os dois "só amigos". Foi ela que o baptizou, apesar de não haver maneira de a imprensa acertar com o nome. Ele é sindicalista da metalurgia e militante do PCP. Ela trabalha numa óptica e nunca votou, porque nem as lentes que vende na loja a fazem olhar para os políticos com outros olhos. Ele tem a desenvoltura das lutas de trabalhadores que se prolongam pela noite, em acesos plenários até às três da manhã. Ela tem aquela força das pessoas que aos seis meses já se punham de pé. Os meses a passarem, as notícias sobre os encerramentos a multiplicarem-se, as ideias a explodir nas cabeças de Telma e José Paixão. Ó Telma, e se plantássemos uma cruz em cada rotunda de Anadia? "Quando dou uma ideia e ela se ri, é porque é boa, está aprovada". O riso de Telma, que surge à vez com o de José Paixão, tem sido a medida de todas as coisas. E não é difícil fazer a Telma rir com todas as sardas, esfregar as mãos e dizer " bom lá". Por isso, são onze da noite e lá andam eles a plantar cruzes, com a ajuda do tio Soares que assa leitões e do Fernandito que trabalha na junta. "Tem sido todos os dias, depois do trabalho... Falar com pessoas, arranjar contactos. Não sei quanto dinheiro já gastámos. Só com os balões foram 300 euros. Mas tem sido muito divertido. Quer dizer... é uma coisa muito séria. Mas é muito divertido, só o prazer de chatear o ministro. Quer dizer... mas é uma coisa muito séria". O Fernandito, que trabalha na junta e tem ajudado sempre que pode, conhece alguém na polícia e todos os outros presidentes das juntas. Não são precisos mais que três passos na cadeia de relações para chegar ao presidente da câmara. Mas, em Anadia, quem é que não se conhece? O presidente Litério Marques, também sabe quem é José Paixão. No início, a cara do movimento queria ficar na sombra, que o presidente era bem capaz de boicotar uma coisa na mão de comunistas. Bem dito, bem feito. A primeira manifestação embateu de frente na vontade do autarca, a quem não interessava o barulho, porque corriam ainda as negociações com Correia de Campos. Mas falhado o protocolo, a mesma causa juntou duas vontades, a do comunista José Paixão e a do socialdemocrata Litério Marques. "Ele não tem nada a ver com isto. Apoianos, mas não se mete." Que fique esclarecido, porque a Telma não anda para aqui a ter ideias, umas atrás das outras, para o presidente da câmara ficar com os louros. O Fernandito, que trabalha na junta, está sempre preocupado e vai controlando o curso dos protestos, não vá o Paixão ter uma ideia maluca e a Telma rir-se. A adrenalina da primeira manifestação - "e se aquilo corre mal, pode dar para o torto, tanta gente junta, com os ânimos exaltados..." -, um fardo de palha deixado à porta da Administração Regional de Saúde do Centro, um cemitério baptizado de Hospital Correia de Campos, nuvens de balões pretos e brancos nos céus de Anadia. E as televisões a fazerem directos, os partidos a juntarem-se aos protestos. Dois dias passaram e Telma ainda não sente os dedos de tanto encher balões - "também, pudera... das dez da manhã às quatro da tarde". Além dos dedos, as pernas também se ressentem dos quilómetros de carro pelas aldeias, com o altifalante a passar a mensagem para quem queria e não queria ouvir. Não foram precisos os altifalantes para que a mensagem da revolta popular chegasse ao edifício a brilhar de renovado dos paços do concelho, onde governa Litério Marques, um autarca do PSD rural que sabe falar ao ouvido do povo. Em Anadia, difícil é encontrar pessoas que não trabalhem ou tenham trabalhado na câmara. São de lá os quatro bombeiros remunerados que ajudam a manter o socorro 24 horas por dia na corporação de voluntários. É de lá o arquitecto que desenhou o projecto do novo edifício, moderno e pintado a cores num cartaz em destaque à entrada do quartel. Anda tudo ligado e, em Anadia, tudo é perto de tudo. Dos bombeiros vê-se o hospital, do centro de saúde vê-se o cemitério Correia de Campos, do hospital vê-se a cidade toda. O que existe, está ali à mão. Mas desde 2 de Janeiro, as urgências emigraram para Coimbra e já não se vêem de lado nenhum. As placas azuis à saída das rotundas a dizer "urgências" foram substituídas por outras a indicar "centro de saúde". E as pessoas ficaram baralhadas, dão mais duas voltas e sentem que a rotunda perdeu uma direcção e elas uma saída. Só pode ser engano, centro de saúde já Anadia tinha, e não é para ali. Funciona no edifício umas ruas abaixo, onde se chega às 05.00 ou às 06.00 da madrugadas de geada para arranjar vez para o doutor. "Então se estou doente, venho para aqui ao frio, ficar mais doente ainda?" Para os habitantes de Anadia, o nome urgência confunde-se com o de saúde. E o mais importante, toda a gente sabe, é ter saúde. Por isso, o que não tem preço não se troca. Nem por uma consulta aberta, "só para tapar os olhos", nem uma viatura do INEM estacionada à porta, "agora as pessoas são atendidas no meio da estrada?", nem pela promessa de outros serviços no hospital. Não lhes vendam gato por lebre, que a terra é de leitões. Assim pensam, convictos, os habitantes que têm alimentado as manifestações. Por mais que o ministro Correia de Campos tivesse dito e redito na televisão que é o melhor, que em Coimbra as condições são outras, que é só meia hora de caminho, não há quem lhes tire da cabeça que foram "roubados". As últimas semanas têm formado dentro de cada anadiense um especialista em saúde. Quem é que hoje não sabe o que é um desfibrilhador, um SUB ou uma VMER? A Telma sabe de certeza. "No outro dia aprendi quais são os sintomas de uma AVC a ouvir o ministro". "Exactamente. Então é mesmo quando ele começa a falar que eu fico com os sintomas", atira José Paixão. Correia de Campos era a encarnação de todos os males da saúde do concelho, e já tinha lugar marcado no cortejo de carnaval de Anadia. Telma até sonha com ele de tantas voltas à cabeça as urgências lhe têm dado. Agora, a reforma mudou de rosto, mas os protestos vão continuar. "Não é pela queda do ministro que lutamos, é pela reabertura dás urgências. Enquanto elas não abrirem, a luta continua", promete José Paixão. O assunto está entranhado por toda a cidade. Mais do que uma preocupação, o fecho das urgências tornou-se uma piada que ultrapassa as dos Gatos Fedorentos no top mais das mais repetidas. Se uma garrafa cai ao chão num café, logo alguém lembra que, sem urgência na cidade, o melhor é ter cuidado com os vidros. Se a entrada está escorregadia do detergente de lavanda e pinho, é de evitar as quedas, não vá um pé .torcido acabar em seis horas passadas na sala de espera dos Hospitais da Universidade de Coimbra. "No início ninguém queria fazer nada. Mas hoje tenho a sensação que, mesmo sem nós, as coisas não vão parar", diz Telma. No BI do Movimento Unidos pela Saúde, a data de expiração está em branco. Não se sabe por onde vai, mas sabe-se que não vai embora com "Correia de Campos. Há um ano que Telma e José Paixão andam a ler notícias sobre saúde. Controlam ao minuto as ambulâncias do INEM que passam e param em Anadia. Receberam na terra todos os políticos e mais alguns jornalistas. Fizeram directos na TV. Alimentaram notícias. E viram Correia de Campos cair. Agora, do alto das suas 15 manifestações, vão medir o pulso à nova ministra. Obras recentes do hospital custaram três milhões Fecho. Administração queixa-se de a unidade ter sido tratada como "um deserto" O Hospital da Anadia não parou no tempo. De 2004 a 2007 ganhou salas e equipamentos, modernizou serviços e alargou cuidados. Foram gastos três milhões de euros a desenvolver a unidade. "Tudo com verbas do PIDDAC e do Saúde XXI, tudo aprovado centralmente, tudo seguindo os critérios técnicos", lembra o presidente do conselho de administração, José Afonso. Por isso, não foi propriamente de braços abertos que os profissionais receberam a notícia de que os critérios tinham mudado e perderiam a urgência. "A reforma até faz sentido, mas não assim, com a tutela a referir-se a nós como se aqui fosse o deserto, como se aqui não houvesse nada. Ainda não consegui digerir isto tudo. Parece que não acertámos em nada do que fizemos nestes anos", acrescenta o administrador, lamentado "a politização com que o assunto foi tratado". Os corredores da urgência da Anadia, vazios à espera do resultado da providência cautelar, têm todos os equipamentos que um serviço de urgência básico deve ter. Tem desfibrilhadores, uma sala de observação, outra de emergência e até um espaço para as crianças não estarem misturadas com os adultos. Os médicos tiveram formação em suporte imediato de vida. E Anadia foi o primeiro hospital de nível 1 a instalar a triagem de Manchester. O único requisito que faltava era haver dois clínicos em permanência durante toda a noite. Mas as verbas para este ano já contemplavam um reforço. Apesar de José Afonso admitir dificuldades em contratar mais profissionais sempre houve, apesar de Coimbra estar ali a 40 minutos de distância. "Sem incentivos, é difícil aliciar mais médicos". "Claro que não podemos fazer cirurgia cardiotorácica. Mas há muitos casos que podiam resolver-se aqui". Contudo, os doentes referenciados para a unidade são cada vez menos. E, com a forma como o processo foi conduzido", José Afonso e os seus médicos sentem que o seu trabalho de anos foi posto em causa.

dezembro 14, 2007

Feromonas

A investigação do ser humano provou que ele comunica sexualmente com outro ser humano de uma forma inconsciente, libertando para isso uma substância química que terá por objectivo cativar o sexo oposto. Esta substância química, que existe tanto nos homens como nos animais, é denominada de feromona.
As feromonas não são mais do que sinais químicos que permitem a membros de uma mesma espécie comunicarem entre si. Estes mecanismos a que o homem não liga importância, são moléculas transportadas pelo ar tais como os odores e detectadas pelo nariz, ou mais propriamente pelo Órgão Vomeronasal (OVN). No entanto, não poderemos comparar as feromonas com os odores, visto que estes sinais químicos são inodoros e por isso actuam a um nível inconsciente, ao contrário dos odores.
Esta substância está presente no suor, e actua nos seres humanos alterando os seus comportamentos. Alguns cientistas descobriram que todos os seres humanos escolhem para seu par alguém com um sistema imunológico o mais diferente possível do seu. Um estudo realizado, em que algumas mulheres cheiraram camisolas impregnadas de suores de homens, concluiu que as mulheres preferiam os cheiros dos homens imunitariamente diferentes, dizendo que lhes faziam lembrar antigos namorados ou o actual companheiro, e por outro lado gostavam das camisolas dos homens com sistemas imunológicos parecidos com os seus, dizendo que lhes fazia lembrar os seus pais ou irmãos.
Uma coisa é certa, as feromonas actuam no ser humano de um modo inconsciente, alterando a sua maior ou menor atracção por outro ser.
Com base nisso e devido ao facto de as feromonas poderem ser criadas artificialmente, empresas fabricantes de perfumes e t-shirts desenvolveram estes produtos impregnando-os de feromonas. É discutível se estes produtos, que estão à venda em muitos sítios inclusivamente na Internet, poderão ter efeitos noutras pessoas, porque como foi dito atrás os seres humanos são sensíveis a parâmetros de inteligência e a factores culturais.
Existem no entanto várias formas de abordar o assunto, e qualquer uma delas é justificada. Para uns as t-shirts e os perfumes poderão ter efeito, não por conterem feromonas, mas pela auto-estima adquirida pela pessoa que usa esses produtos, que aumenta significativamente, por julgar que está irresistível, e isso sim pode ajudar na atracção sexual. Para outros é tudo uma questão de ficção, visto que uma pessoa ao usar esses produtos fica diferente com a ideia de que isso mudou a sua vida.
Não sabemos ainda se a comunicação química é significativa entre os seres humanos, mas podemos afirmar que as feromonas influenciam o nosso comportamento, alterando de uma forma ou de outra as sensações do homem. No entanto, podemos verificar que as feromonas desempenham um papel muito importante no desencadear de estímulos que podem levar a uma atracção sexual.

novembro 29, 2007

O rio Cértoma

O rio Cértima, sub-afluente do rio Vouga; nasce na Serra do Buçaco, ligeiramente a Sul da Cruz Alta, a uma altitude de 380m e percorre uma distância de aproximadamente 43km, na direcção geral Sul-Norte, atravessando quatro concelhos: Mealhada, Anadia, Oliveira do Bairro e Águeda, até desaguar no Rio Águeda, nas imediações da ponte de Requeixo, não sem antes atravessar a Pateira de Fermentelos.
Os seus principais afluentes da margem direita são: Rio da Serra da Cabria (que desagua nas imediações de Avelãs de Caminho) e o Rio da Serra, propriamente dito, (que desagua perto de Mogofores; os afluentes da margem esquerda são: o Rio Levira (que desagua junto a Perrães), a Ribª da Lendiosa que se vai juntar à Ribª de Canelo e o Rio da Ponte (que vai desaguar nas imediações de Vimieira), contribuindo para o engrossamento do Cértima.
O nome do rio (designado de Cértoma até Avelãs de Caminho) é de origem celta.
No entanto, existe uma lenda que conta que um dia, quando a rainha Santa Isabel se dirigia a Santiago de Compostela em peregrinação, ao passar por estas paragens sentiu sede e pediu água aos seus vassalos. Estes logo correram ao rio, provaram a água e, ao voltarem com uma vasilha cheia, preveniram a rainha de que a água não era boa. Contudo a rainha bebeu dela e, não tendo gostado, no fim terá dito "Certo má" (Cértoma).

novembro 22, 2007

Alferrarede e não Anadia














Uma pequena investigação fez-me concluir que o filho do 7º Conde de Anadia é apenas o 2º Conde de Alferrarede, pelo que o título da notícia está manifestamente inadequado, se bem que seja muito mais impressivo o título Anadia.

outubro 22, 2007

Notícia de jornal








Caves Valdarcos falida vai vender património
2007-10-05 Jornal de Notícias Tãnia Moita
A Caves Valdarcos, empresa que labora em Anadia desde 1926, produzindo e comercializando vinhos, espumantes e licores com a marca homónima, vai mesmo avançar para a insolvência. Esta foi a proposta apresentada ontem, no tribunal de Anadia, pelo liquidatário judicial, Fernando da Silva e Sousa, e aceite pela Assembleia de Credores. A antiga gerência ainda referiu acreditar na viabilização da empresa, encerrada desde Março, mas não se opôs à deliberação da maioria de avançar já para a venda de todo o património da empresa, inclusive de activos, existências, créditos sobre clientes e direitos das marcas que comercializa. Com uma dívida global de 1,2 milhões de euros, incluindo as indemnizações aos cerca de 20 trabalhadores da empresa, alguns dos quais com mais de 10 anos de casa, o liquidatário judicial considerou não haver condições para a apresentação de um plano de insolvência, que pressuporia a recuperação da empresa. Propôs antes a venda, em carta fechada e depois da avaliação de um perito, de tudo o que pertence à Caves Valdarcos, incluindo no património alguns dos bens que haviam sido vendidos pela antiga gerência antes do pedido de falência, em Março deste ano. Nomeadamente, a antiga gerência aceitou a resolução do contrato de cessão graciosa do edifício onde está instalada a empresa a uma terceira, com gerentes comuns à Caves Valdarcos. Também a venda do parque automóvel da empresa, em Janeiro, por cerca de 45 mil euros, alegadamente com o intuito de evitar a apreensão dos veículos, poderá ser anulada. O liquidatário judicial defendeu a entrega de um valor compensatório mínimo de 15 mil euros à massa insolvente, mas a antiga gerência fez saber que se o valor definido pela Comissão de Credores for superior, optará pela resolução do contrato de venda. Maior discussão suscitou a questão levantada pelo advogado dos trabalhadores acerca da eventual venda de equipamento e maquinaria da empresa no valor de 202 mil euros antes do pedido de falência. O advogado da Caves Valdarcos negou a transacção, afirmando que, a haver documentação, só poderia ser falsa. E protestou contra o que considerou "suspeitas infundadas" sobre a insolvente. A juíza acabou por intervir e referiu que a questão, a ser levantada, seria para outra instância.

Urbano & Seabra, Lda. - O fim da história?

1.o JUÍZO DO TRIBUNAL DA COMARCA DE ANADIA
Anúncio n.o 4226/2007
Insolvência de pessoa colectiva (apresentação)
Processo n.o 648/07.2TBAND
Insolvente—Caves Valdarcos, L.da, e outro(s).
Presidente da comissão de credores—Banco Comercial Português, S. A., e outro(s).
No 1.o Juízo do Tribunal da Comarca de Anadia, no dia 23 de Maio de 2007, ao meio-dia, foi proferida sentença de declaração de insolvência do devedor Caves Valdarcos, L.da, número de identificação fiscal 500293759, com sede na Malaposta, 3780 Anadia.
É administrador do devedor Armando Adriano Ferreira Pereira, número de identificação fiscal 168003031, com domicílio em Cruzeiro, Alféloas, 3780 Anadia.
Para administrador da insolvência é nomeado António Moreira Bonifácio, com domicílio no Edifício Ordem IV-R, rés-do-chão, piso 4 C, apartado 47, 4634-909 Marco de Canaveses.
Ficam advertidos os devedores do insolvente de que as prestações a que estejam obrigados deverão ser feitas ao administrador da insolvência e não ao próprio insolvente.
Ficam advertidos os credores do insolvente de que devem comunicar de imediato ao administrador da insolvência a existência de quaisquer garantias reais de que beneficiem.
Declara-se aberto o incidente de qualificação da insolvência com carácter pleno [alínea i) do artigo 36.o do CIRE].
Para citação dos credores e demais interessados correm éditos de cinco dias.
Ficam citados todos os credores e demais interessados de tudo o que antecede e ainda de que o prazo para a reclamação de créditos foi fixado em 30 dias.
O requerimento de reclamação de créditos deve ser apresentado ou remetido por via postal registada ao administrador da insolvência nomeado, para o domicílio constante do presente edital (n.o 2 do artigo 128.o do CIRE), acompanhado dos documentos probatórios de que disponham.
Mesmo o credor que tenha o seu crédito por reconhecido por decisão definitiva, não está dispensado de o reclamar no processo de insolvência (n.o 3 do artigo 128.o do CIRE).
Do requerimento de reclamação de créditos deve constar (n.o 1 do artigo 128.o do CIRE):
A proveniência do(s) crédito(s), data de vencimento, montante de capital e de juros;
As condições a que estejam subordinados, tanto suspensivas como resolutivas;
A sua natureza comum, subordinada, privilegiada ou garantida, e, neste último caso, os bens ou direitos objecto da garantia e respectivos dados de identificação registral, se aplicável;
A existência de eventuais garantias pessoais, com identificação dos garantes;
A taxa de juros moratórios aplicável.
É designado o dia 23 de Julho de 2007, pelas 14 horas, para a realização da reunião de assembleia de credores de apreciação do relatório, podendo fazer-se representar por mandatário com poderes especiais para o efeito.
É facultada a participação de até três elementos da comissão de trabalhadores ou, na falta desta, de até três representantes dos trabalhadores por estes designados (n.o 6 do artigo 72.o do CIRE).
Da presente sentença pode ser interposto recurso, no prazo de 10 dias (artigo 42.o do CIRE), e ou deduzidos embargos, no prazo de 5 dias (artigos 40.o e 42.o do CIRE).
Com a petição de embargos devem ser oferecidos todos os meios de prova de que o embargante disponha, ficando obrigado a apresentar relatório, podendo fazer-se representar por mandatário com poderes especiais para o efeito.
É facultada a participação de até três elementos da comissão de trabalhadores ou, na falta desta, de até três representantes dos trabalhadores por estes designados (n.o 6 do artigo 72.o do CIRE).
Da presente sentença pode ser interposto recurso, no prazo de 10 dias (artigo 42.o do CIRE), e ou deduzidos embargos, no prazo de 5 dias (artigos 40.o e 42.o do CIRE).
Com a petição de embargos, devem ser oferecidos todos os meios de prova de que o embargante disponha, ficando obrigado a apresentar as testemunhas arroladas, cujo número não pode exceder os limites previstos no artigo 789.o do Código de Processo Civil (n.o 2 do artigo 25.o do CIRE).
Ficam ainda advertidos de que os prazos para recurso, embargos e reclamação de créditos só começam a correr finda a dilação e que esta se conta da publicação do último anúncio.
Os prazos são contínuos, não se suspendendo durante as férias judiciais (n.o 1 do artigo 9.o do CIRE).
Terminando o prazo em dia em que os tribunais estiverem encerrados, transfere-se o seu termo para o 1.o dia útil seguinte.
Informação — Plano de insolvência
Pode ser aprovado plano de insolvência com vista ao pagamento dos créditos sobre a insolvência, a liquidação da massa e a sua repartição pelos titulares daqueles créditos e pelo devedor (artigo 192.o do CIRE).
Podem apresentar proposta de plano de insolvência o administrador da insolvência, o devedor, qualquer pessoa responsável pelas dívidas da insolvência ou qualquer credor ou grupo de credores que representem um quinto do total dos créditos não subordinados reconhecidos na sentença de graduação de créditos ou, na falta desta, na estimativa do juiz (artigo 193.o do CIRE).
5 de Setembro de 2007.—A Juíza de Direito, Maria de Fátima
Cerveira da Cunha Lopes Furtado.—O Oficial de Justiça, Maria Gilberta Campos Vieira da Silva.

abril 13, 2007

D. Maria II

D. Maria II
Contava apenas 7 anos, quando seu pai, D. Pedro IV, abdicou do trono de Portugal em seu favor, em Abril de 1826.
Devia casar, logo que tivesse idade, com o tio, D. Miguel, nomeado regente e lugar-tenente do reino, o que foi aceite pelo Infante, em Julho de 1826, assumindo a regência, ao chegar a Lisboa, em Janeiro de 1828, após ter jurado fidelidade à rainha e à Carta Constitucional.
D. Maria foi enviada para a Europa em Julho de 1828, para defender os seus direitos ao trono, tendo ficado a residir em Londres, e a partir de 1831 em França.
Só em 24 de Setembro de 1834, com o fim da Guerra Civil, tendo quinze anos de idade, assumiu o governo do País.
Casou em 1835 com Augusto de Leuchtenberg, filho de Eugénio de Beauharnais, e neto da Imperatriz Josefina, primeira mulher de Napoleão Bonaparte, irmão mais velho da segunda mulher de D. Pedro IV, mas que morreu logo em Março desse ano.
Neste ano pôs-se à venda todos os bens de raiz nacionais, pertencentes à Igreja Patriarcal, às Casas das Rainhas e do Infantado, das corporações religiosas já extintas e das capelas reais.
D. Maria casou segunda vez com Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, irmão do rei dos Belgas, Leopoldo I, e primo do marido da rainha Vitória da Inglaterra, o príncipe Alberto. O casamento realizou-se em 9 de Abril de 1836.
Durante o seu curto reinado, passado num dos mais conturbados períodos da nossa história, o das lutas entre liberais e absolutistas, vários acontecimentos históricos se passaram: a Guerra Civil, a revolução de Setembro, a Belenzada, Revolta dos Marechais, a Maria da Fonte, a Patuleia.
Sucedeu-lhe o seu filho mais velho, D. Pedro V.

Ficha genealógica:
D. Maria II nasceu no Rio de Janeiro, no Palácio de S. Cristóvão, a 4 de Abril de 1819, recebendo o nome de Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga. Morreu no Palácio das Necessidades, a 15 de Novembro de 1853, em consequência de parto.
Casou em primeiras núpcias com D. Augusto de Leuchtenberg, nascido em Munique a 9 de Dezembro de 1810, tendo morrido em Lisboa a 28 de Março de 1835, duque e príncipe de Leuchtenberg e de Santa Cruz, filho de Eugénio de Beauharnais, então vice-rei de Itália, e da princesa Augusta Amélia, filha de Maximiliano José I da Baviera. Não tendo havido descendência.
Voltou a casar em Lisboa, a 9 de Abril de 1836, com D. Fernando Augusto, nascido em Coburgo a 29 de Outubro de 1816, e falecido em Lisboa, a 15 de Dezembro de 1885, filho de Fernando Augusto, príncipe e duque de Saxe Coburgo Gotha e de sua mulher Maria Antonieta Gabriela, princesa de Koari.
Do casamento nasceram:
1.
D. Pedro V , que sucedeu no trono;
2.
D. Luís, duque do Porto, que em 1861 sucedeu a seu irmão;
3. D. Maria. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 4 de Outubro de 1840, tendo falecido no mesmo dia;
4. D. João. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 16 de Março de 1842, e faleceu no Palácio de Belém em 27 de Dezembro de 1861. Era Duque de Beja e de Saxe Coburgo Gotha;
5. D. Maria Ana. Nasceu no Palácio das Necessidades, a 21 de Agosto de 1843, e faleceu em Dresda, a 5 de Fevereiro de 1884. Casou em Lisboa, a 11 de Maio de 1859, com Frederico Augusto (1832-1904) que foi rei da Saxónia, com o nome de Jorge III. Com descendência;
6. D. Antónia. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 17 de Fevereiro de 1845, e morreu em Sigmarinen, a 27 de Dezembro de 1913. Casou em Lisboa, a 12 de Setembro de 1861, com Leopoldo Estevão Carlos (1835-1905), príincipe de Hohenzollern. Com descendência;
7. D. Fernando. Nasceu em Lisboa, no Palácio de Belém, em 23 de Julho de 1846, e faleceu no Palácio das Necessidades, a 6 de Novembro de 1861, estando sepultado no Panteão Real de S. Vicente de Fora.
8. D. Augusto. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 4 de Novembro de 1847, e faleceu no mesmo local a 26 de Setembro de 1889.Está sepultado no Panteão Real de S. Vicente de Fora. Foi duque de Caminha e de Saxe Coburgo Gotha;
9. D. Leopoldo. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 7 de Maio de 1849, tendo falecido no mesmo dia;
10. D. Maria. Nasceu no Palácio das Necessidades, em 3 de Fevereiro de 1851, e morreu no mesmo dia.
11. D. Eugénio. Nasceu no palácio das Necessidades, a 15 de Novembro de 1853, e faleceu no mesmo dia.

Fontes: Joel Serrão (dir.) Pequeno Dicionário de História de Portugal, Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1976
Joaquim Veríssimo Serrão História de Portugal, Volume VII: A Instauração do Liberalismo (1807-1832), e História de Portugal, Volume VIII: Do Mindelo à Regeneração (1832-1851) Lisboa, Verbo, 1984 e 1986

março 08, 2007

Tintin

Portugueses nas aventuras de Tintin

Portugal marca presença na obra de Tintin. O nosso mais ilustre representante os livros de Tintin é, indiscutivelmente, o lisboeta Oliveira da Figueira, vendedor nato e “fala barato” que Hergé integrou em três álbuns (em “Os Charutos do Faraó”, “Tintin no País do Ouro Negro” e “Carvão no Porão”).
Oliveira da Figueira, que se estreia nos álbuns de Tintin em “Os Charutos do Faraó” e que chega a salvar Tintin em apuros na aventura “Carvão no Porão” (oferecendo não somente a Tintin mas a também a Haddock os disfarces que lhes permitirão sair da cidade e ir ao encontro do Emir Bem Kalish Ezab), é um comerciante conhecido por vender tudo e mais alguma coisa, designadamente, objectos inúteis ou não necessários para os seus compradores. Os seus dotes de persuasão são tais que nem as “vítimas/clientes” notam, Tintin, incluído! Basta olhar para esta prancha extraída de um álbum editado em língua espanhola: “Felizmente não me deixei ir na conversa dele. A tipos como este, acaba-se, sempre por comprar uma data de coisas inúteis”.
Na verdade, sempre apetrechado com tecnologia para vendas, Oliveira de Figueira até no deserto venderia areia!!


Hospitaleiro, Oliveira da Figueira logo que reconhece Tintin afirma que é preciso celebrar o acontecimento e serve “um copo de vinho de Portugal, do sol do meu país”, nas suas próprias palavras.
Oliveira da Figueira é ainda um óptimo contador de histórias, aspecto que se revelará decisivo para Tintin lograr entrar na casa do professor Smith (que não é outro senão o Dr. Müller, vilão de “A Ilha Negra”) enquanto Oliveira da Figueira delicia os presentes com a narrativa de uma tragédia inventada in loco sobre o seu pseudo irmão que gostava de caracóis.

Portugal surge ainda na rota de Tintin através de um professor de Física da Universidade de Coimbra de seu nome Pedro João dos Santos (mencionado em “A Estrela Misteriosa” como membro da expedição científica composta por eminentes sábios europeus parta a exploração de um aerólito nos mares árcticos). Outra referência portuguesa em Tintin é o jornal “Diário de Lisboa” (entretanto extinto), cujo representante (in “Tintin no Congo”) procura, ainda que sem êxito, disputar o jovem repórter à tutela do “Vingtième Siècle”.
(http://www.c7nema.ws/bd97/modules.php?name=Sections&op=printpage&artid=37)

fevereiro 07, 2007

O pote aqui tão perto









O pote com as moedas de ouro deve estar aqui muito perto, ou de um lado ou do outro.

agosto 29, 2006

Tibério Antunes

Esta menina também não nasceu sem complicações: a placenta ficou aderente à costura da antiga cesariana (de 1970, na dramática estadia na Cruz Vermelha).
O que valeu é que na jogada estava um antigo guarda redes da Académica (vencedor da 1ª Taça de Portugal em 1939) que com “boas mãos” se encarregou de resolver o problema à moda antiga. Já o filho dele se haveria de atrasar, uns anos mais tarde, a um encontro no Particular. Felizmente não houve consequências.

agosto 18, 2006

O Pompeu dos frangos

In “Diário de Noticias”, 30 de Julho, 2006
João Fonseca, Tiago Lourenço (foto)



'Estação de muda' de leitão para frango

Na terra do leitão, o frango também faz história. Na Malaposta, meia dúzia de quilómetros a norte da Mealhada, nas instalações da 16.ª "estação de muda" da primeira estrada que ligou Lisboa e Porto. Nesta antiga mala--posta, restaurante há mais de 40 anos, há bom leitão, naturalmente. Mas não é ele, o bácoro assado à moda da Bairrada, que faz com que muitos automobilistas abandonem a auto-estrada e regressem, alguns minutos, à velha Nacional 1 (EN1/IC2). O motivo do desvio é o frango de churrasco do Pompeu.

O emblemático prato do Pompeu dos Frangos faz, frequentemente, esquecer as suas outras especialidades maiores: o arroz de miúdos e a costeleta bovina. Uma injustiça, reconhecem mesmo os incondicionais apreciadores do frango de churrasco. Como pouco justo será reduzir o res- taurante à cozinha. O acolhedor espaço, feito a partir dos aposentos da que terá sido a maior mala-posta (inaugurada em 1857) ao longo dos 300 quilómetros entre as já então duas maiores cidades do país, também é responsável pela fama da casa.

As suas salas, contando, em painéis de azulejos (fiéis cópias dos expostos no Museu dos CTT), a história das "estações de muda", também explicam a projecção do restaurante. E de espaço de tertúlia, cada vez, porém, menos cultivado, apesar da fidelidade que mantém ao seu ambiente, de granito e madeira, de amplas portas e janelas. Faltam Miguel Torga ou Fernando Valle, entre muitos outros. Mas felizmente ainda há quem continue a apreciar boa mesa em ambiente agradável.

O molho que tempera os frangos já não tem o dedo do Pompeu (1920-1992). Mas continua igual, garantem os clientes mais antigos e fiéis, lembrando que o filho do fundador do restaurante desde muito novo substituía o pai nessa e outras tarefas. O crescimento e decoração da casa, aliás, foram - sempre com o apoio do pai -, obra de Carlos Aires, que desde cedo revelou ter herdado do pai a extraordinária sensibilidade para a gerir.

Carlos Aires, 59 anos - embora lamentando não ter estudado, "pelo menos mais dois anos", no então emblemático Colégio de Nun'Álvares, em Tomar -, reconhece que a sua vida se confunde com a do pai, no restaurante, inaugurado em 20 de Novembro de 1963. "Mas na véspera, pressionados por alguns clientes, já servimos", recorda. Clientes antes de a casa abrir? Isso mesmo. A história do Pompeu dos Frangos começou antes, em Bustos, a 14 quilómetros da Malaposta.

O Pompeu "nunca gostou muito da agricultura e, assim que pôde, mudou de vida". Abriu um café na aldeia, que, então, tinha três médicos e era, por isso, bastante visitada pelos na altura designados delegados de propaganda médica. Uns e outros frequentavam o café, mas lamentavam não ter uns petisquinhos. O proprietário fez--lhes a vontade e o café acentuou a vocação de ponto de encontro de amigos. Um deles, uma noite, apareceu lá, com "um frango roubado", desafiando o dono da casa a assá-lo, no fogareiro doméstico, e a temperá-la com molhos africanos. Pela sua origem ou tempero, "o frango não ficou bom nem mau", mas Pompeu ficou com a certeza de que, corrigindo métodos e temperos, conseguiria melhor. E conseguiu. De tal modo que o frango, apesar de confeccionado artesanalmente, passou a ser referência do café.

O sucesso do churrasco foi tal que Pompeu teve mesmo de ceder à pressão dos amigos e deslocar-se para junto da Nacional 1, para a "estação de muda" (então completamente abandonada) que dá o nome à povoação da Malaposta.

Dona Nina, sua mulher (recentemente falecida), resolveu, entretanto, dar utilidade aos miúdos que, em quantidades crescentes, sobravam. E nasceu o arroz de miúdos, melhor ainda, segundo algumas bocas, que os frangos que o sugeriram.

1.8.06

POMPEU SIMÕES AIRES. TOPONÍMIA DE BUSTOS EM FALTA

Em 9.10.1985 os CTT reconstituíram – com rigor histórico – o chamado ‘correio a cavalo’ no percurso Ponte Pedra – Aveiro. Numa sala do Restaurante ‘Pompeu dos Frangos’, (antiga Mala-Posta) funcionou a estação de correio, tendo sido posto à venda diverso material alusivo à XIV Exposição Filatélica Nacional. A correspondência aí recolhida foi transportada até Aveiro por «carteiro» montado em cavalo, estando equipados a rigor.
As terras de Oliveira do Bairro foram transpostas num ápice galopado até Aveiro.
A televisão recolheu imagens do evento ocorrido no «Pompeu», que devem constar em arquivo da memória da RTP e que poderiam constar em arquivo local ...
O Pompeu, ‘dos Frangos’, apesar da Fama o querer tratar por tu, manteve as raízes do seu chão sempre adubadas pelo convívio natural, franco e baerto, estivesse em que salão estivesse.
A qualidade de vida para o Pompeu não era palavra de discurso de circunstância ou de «banha de cobra». Quando preparou o parque de estacionamento do restaurante teve a preocupação de mandar adornar o espaço com vegetação. [ainda hoje aquela área é um exemplo vivo de qualidade de vida].
A memória das diligências e da mala-posta foi preservada e refrescada com os painéis de azulejo da Fábrica do Outeiro de Águeda (alguns assinados pelo Mestre Breda). E só o Pompeu sabe as voltas que teve de dar para conseguir reproduzir o cenário da época. Em «meia dúzia» de gravuras está a síntese da ligação terrestre entre Lisboa e Porto.
E quando Bustos batia à porta do Pompeu a solicitar ajuda?
Estava sempre disponível.
O Pompeu foi um Embaixador de Bustos por excelência e nunca desvirtuou o nome da sua terra.
O Pompeu tem direito e merece ter nome de praça, busto ou rua.
Senhores “manda-chuva” ou seus promitentes, o Pompeu Simões Aires nasceu em Bustos e deu lonjura a Bustos, por bons motivos.
No meu pv, tentar fazer esquecer o Pompeu é a forma mais comezinha de o perseguir. Só que o Pompeu não deixará de continuar a ser uma das prestigiadas Figuras de Bustos.

sérgio micaelo ferreira,
rossio da póvoa
in
http://noticiasdebustos.blogspot.com/2006/08/pompeu-simes-aires-toponmia-de-bustos.html

agosto 16, 2006

A água do rio

Segundo Platão (Crátilo), Heráclito teria dito que uma pessoa não se poderia banhar duas vezes no mesmo rio. Querendo com isto significar um movimento geral de todas as coisas, numa mudança permanente da própria matéria. Tudo se apresentando em perpétuo devir. Raramente se utiliza a frase nesta acepção. Pelo contrário, ficou a ideia da passagem do tempo, expressa na imagem de um rio. Numa visão trivial do fluxo temporal. Não se sabe ao certo o que queria Heráclito dizer, mas podemos considerar que estamos perante uma visualização da oposição entre o material e o imaginado. Como escrevem Kirk e Raven "a imagem do rio esclarece o género de unidade que depende da conservação da medida e do equilíbrio na mudança." Assim, pode Crátilo afirmar que nem sequer uma vez nos podemos banhar no rio. Pois tal acção implica, por si só, mudança. Recorro a esta proposição para clarificar que a presença irremediável não refere o estático, mas antes um perpétuo devir. Sendo que, para o que aqui nos interessa, o rio indica, não o imaginário, mas o social. O corpo ao banhar-se no social, provoca nesse simples acto, uma transformação radical do preexistente. Em rigor, é esse o sentido da palavra irremediável.

maio 31, 2006

José Cid

Uma Biografia de José Cid
A primeira fase da carreira de José Cid é pioneira na busca de soluções musicais, em ruptura com as correntes estéticas dominantes.
Enquanto líder e inspirador musical do Quarteto 1111, José Cid prima pela originalidade dos seus arranjos, próximos do psicadelismo do movimento hippye, e pela ousadia social das letras das canções. A Lenda de El Rei D. Sebastião e Os Faunos são alguns dos temas que geram polémica a par de um êxito indiscutível.
Quando o grupo lançou A Lenda de Nambuangongo, a censura não lhe perdoou e Cid chegou a ser proibido de entrar em território angolano.
"Ao Norte de Angola
rajadas de vento
tingiram o céu
de sangue cinzento"
eram algumas das palavras proibidas.
O Quarteto 1111, permanecerá em actividade até 1973, com o número recorde de 28 canções censuradas pelo regime.
José Cid iniciara uma carreira a solo em 1969, com Lisboa Camarada, igualmente censurado, e, em 1971, com José Cid, onde, qual homem dos sete instrumentos, toca órgão, baixo, guitarras, piano e faz diferentes vozes.
Utiliza pela primeira vez sons electroacústicos. Com o enorme êxito do tema 20 Anos, gravado já com os Green Windows, Cid abandona a fase mais interventiva da sua obra e envereda pelos lados mais ligeiros da música.
A partir de então, sucedem-se as participações nos Festivais da Canção RTP. Na memória de todos ficam ainda canções como No Dia em que o Rei Fez Anos e A Rosa Que Eu Te Dei, entre dezenas de outros discos.
Marcos principais da carreira:
1956 Funda Os Babies, um grupo especializado em cantar covers de rock´n´roll.
1960 Com José Niza, Proença de Carvalho e Rui Ressureição funda o Conjunto do Orfeão.
1967 Nasce o Quarteto 1111 e, com ele, um tema para a história: A Lenda de El Rei D. Sebastião.
1968 Balada para D. Inês classifica-se em terceiro lugar no Festival RTP da Canção.
1969 O primeiro disco a solo, Lisboa Camarada, é proibido pela Censura.
1973 Grava 20 Anos, com os Green Windows, a sua nova formação.
1974 Leva ao Festival RTP A Rosa que Eu te Dei e No Dia em Que o Rei Fez Anos, duas canções que se vão tornar, de imediato, enormes êxitos.
1978 Edição de A Minha Música.
1980 Triunfa no Festival RTP com o tema Um Grande, Grande , Amor. Classifica-se em 7° lugar no Eurofestival, a melhor classificação portuguesa até à data.
1981 A canção Morrer de Amor por Ti classifica-se em 2° lugar no Festival RTP.
1983 Conhece, de novo, o êxito, com as canções Como o Macaco Gosta de Banana e O Rock dos Bons Velhos Tempos.
1994 Edita Vendedor de Sonhos.


De: http://www.cantodaterra.net


Outra Biografia
Nasceu na Chamusca a 4 de Fevereiro de 1942.
A fama chegou-lhe inicialmente através da sua participação como teclista e vocalista no Quarteto 1111, onde obteve grande êxito com a canção "A lenda de El-Rei D.Sebastião". Esta canção, inovadora para a época, apresentava sons diferentes daqueles a que o público estava habituado, com reflexos psicadélicos. Ainda com o quarteto, concorreu ao festival da canção de 1968, com "Balada para D.Inês".
Em 1973, a banda adopta o nome Green Windows, numa tentativa de internacionalização.
Uma das suas composições mais conhecidas, "Ontem, Hoje e Amanhã", recebe o prémio "outstanding composition" no Festival Yamaha de Tóquio, em 1975, certame a que tinha concorrido já em 1971 com "Ficou para Tia".
Em 1978 publica o álbum 10,000 anos depois entre Vénus e Marte, um marco na história do rock progressivo, que vem a obter mais tarde reconhecimento a nível internacional.
José Cid concorreu ao Festival da Canção de 1978 com três composições, alcançando o 2º lugar com "O meu piano". Em 1980, com a canção "Um grande, grande amor", vence este certame com 93 pontos.
No eurofestival da canção de 1980, José Cid conquista um honroso 7º lugar com 80 pontos entre 19 concorrentes.
É o autor de outros grandes êxitos, como "Olá vampiro bom", "A Rosa que te dei", "Como o macaco gosta de banana", "Mosca Superstar" ou "Cai neve em Nova York".
É monárquico e vive actualmente em
Anadia.
Em 2004, José Cid participou em anúncios de uma conhecida marca de chás gelados, nos quais se interpretou a si próprio, cantando e vindo do espaço, enquanto proferia a frase: "Olá malta! Tudo bem? Tá-se?"
Discos (selecção)
Com o Quarteto 1111
EP's
1967 - A Lenda de El-Rei D.Sebastião
1967 - Balada para D. Inês
1968 - Dona Victória
Singles
1968 - Meu Irmão
1969 - Nas Terras do Fim do Mundo
1969 - Génese / Monstros Sagrados
1970 - Todo o Mundo e Ninguém
1970 - Back to the Country
1971 - Ode to the Beatles
1972 - Sabor a Povo
LP's
1970 - Quarteto 1111
1973 - Bruma Azul do Desejado (com Frei Hermano da Câmara)
1974 - Onde, Quando, Como, Porquê, Cantamos Pessoas Vivas - Obra-Ensaio de José Cid
Com Green Windows
1974 - No dia em que o rei fez anos (LP DECCA slpdx 538)
A solo
EP's
1971 - Lisboa Perto e Longe
1971 - História Verdadeira de Natal
1972 - Camarada
1977 - Vida (Sons do Quotidiano)
LP's
1971 - José Cid
1978 - 10,000 Anos Depois Entre Venus e Marte
1980 - My Music
1991 - Camões, as Descobertas e Nós
2003 - Nasci p'ra música (Antologia)
Citações
Frases interessantes proferidas por José Cid.
"Se Elton John tivesse nascido na Chamusca, não teria tido tanto êxito como eu." in Pública, 2003
"Tentaram e conseguiram pôr-me na prateleira. Mas a verdade é que os outros artistas estão na prateleira e eu estou cá." in Pública, 2003
"A nova geração tem de descobrir qual é o seu dinossauro Todos os países têm o seu dinossauro. Os franceses têm o Johnny Halliday, os espanhóis o Miguel Rios. Ambos são uma porcaria ao pé de mim. Sou infinitamente melhor do que eles e tenho uma melhor estética." in Pública, 2003
"Usem e abusem de mim. Estou cá, canto e bem ao vivo. Façam de mim o que quiserem. Estou com uma grande voz." in Pública, 2003
"Adoro o «Cantor da TV», a canção menos comercial daquele álbum [Nasci prà música]. Dificilmente conseguiria escrever [outro] tema daquela maneira. É muito bem esgalhado e muito bem tocado." in Pública, 2003
"Essa canção [Como o macaco gosta de banana] foi um escândalo. As pessoas julgaram que era uma canção ordinária. (...) Divirto-me à brava quando a oiço, porque é uma canção que não se pode levar a sério. Tem um sentido de humor de abandalhar o sistema." in Pública, 2003
"Olá malta! Tudo bem? Tá-se?" in anúncio Lipton, 2004
"Dá-me favas com chouriço." in Cabaré da Coxa, 2004
"Se o Rui Veloso é o pai do rock português, eu sou a mãe." in Queima das Fitas do Porto, 2004
Retirado de: Wikipédia

fevereiro 10, 2006

CONSIDERAÇÕES ACERCA DA BATALHA DO BUSSACO









A Batalha do Buçaco, numa gravura desenhada pelo major St.Clair


A batalha de Buçaco teve uma importância capital para o resultado da campanha pela acção moral que exerceu nos dois exércitos contrários.
O exército anglo-luso perdeu o medo às águias napoleónicas, que ameaçavam dilacerar a Península.
Os ingleses reconheceram que os soldados portugueses eram dignos émulos no valor e brio militar, com os quais podiam e deviam contar. O moral do exército dos aliados foi exaltado.
Os franceses reconheceram que não eram invencíveis ao medirem-se com as tropas inimigas, que até então tinham em pouca conta.
As desinteligências que lavravam entre os generais franceses mais se acentuaram, e a incapacidade de Massena, já apontada por Ney antes da batalha do Buçaco, tornou-se frisante.
Massena sentiu-se golpeado no seu amor próprio: a Vitória abandonava o seu filho querido.
E, quando este julgava fazer calar os descontentes e insofridos por um estrondoso triunfo, viu que, ao contrário, a sua derrota mais ia insuflar a indisciplina dos generais seus subordinados.
Não estava de todo perdido o exército, podia haver ainda probabilidades de uma vitória; mas era preciso proceder com ponderação.
No Buçaco vira ele quanto Wellington se soubera aproveitar das propriedades defensivas do terreno.
Atacar novamente em terreno análogo seria uma temeridade, porque uma nova derrota poderia trazer consigo uma capitulação, mancha vergonhosa que viria empalidecer e murchar os verdejantes louros do herói de Rivoli, de Zurique, de Génova, de Caldiero e de Essling.
Era necessário ser-se prudente, ponderado.
A derrota do Buçaco cortou as asas a Massena e impediu que voasse até aos cerros de Alhandra, do Sobral de Monte Agraço, de Torres.
Se não fora a derrota do Buçaco, Massena teria sido mais ousado em frente das Linhas de Torres, e quem sabe, se não teria saído vitorioso.
A vitória do Buçaco teve, portanto, consequências imediatas e materiais, e mais ainda, consequências morais e futuras.
Apreciando agora a batalha em si, vamos fazer algumas considerações relativamente aos dois partidos.
Os reconhecimentos mandados executar por Massena foram muito incompletos. Os oficiais que os realizaram não souberam desempenhar-se da sua missão.
Daí resultou o erro de Massena. Julgando o flanco esquerdo do exército anglo-luso em Sula, e ignorando que se prolongava até ao ninho de Águia, adoptara os dispositivos para envolver a posição de Sula, o que não sucedeu.












Cena alegórica alusiva às invasões francesas



O ponto escolhido para o ataque, do 2.º Corpo - a portela de Santo António do Cântaro - era judicioso e de uma grande importância, pois a posse daquela parte da serra separaria as forças anglo-lusas. Uma parte do exército seria lançado sobre o Mondego e retiraria nas mais precárias circunstâncias, a outra parte seria cortada da estrada do Botão a Coimbra, sendo obrigada a efectuar uma retirada excêntrica, e permitindo aos franceses chegarem primeiro àquela cidade que o exército anglo-luso.
Destas considerações resulta que o ataque a Santo António do Cântaro deveria ter sido o principal, porque era o decisivo, e para isso Massena deveria ter empregado o 6." corpo e não o 2.°, visto que aquele tinha três divisões e este duas.
O ataque a Sula seria secundário. Mas estes dois ataques deveriam ter sido simultâneos para deixar o inimigo na indecisão. Não sucedeu, porém, assim.
Ney atacou 1h 30 m depois de Reynier, e quando este já tinha sido derrotado.
Esta falta de coordenação de esforços resultou da falta de ligação entre os dois corpos de exército.
É certo que Massena ordenara que esses ataques fossem simultâneos; mas não bastava ordenar, seria necessário tomar as disposições necessárias para garantir a execução dessa ordem.
Reynier cometeu também a falta de só empregar uma divisão na 1.ª linha, deixando uma outra como reserva; e quando esta foi chamada a intervir, apenas uma brigada avançou.
No 6.° corpo a divisão, que servia de reserva geral não chegou a enviar força alguma a apoiar as outras duas. As reservas parciais das duas divisões avançadas também. não foram judiciosamente empregadas.
Houve, pois, da parte dos franceses: má preparação, boa concepção e má execução.













General britânico


Examinando agora o que se passou do lado do exército anglo-luso, vemos que Wellington, ainda que vencedor, não pôde efectuar a perseguição, última, mas imprescindível fase de uma batalha, para se tirar todo o proveito da vitória. Isto era consequência da posição ocupada; pois a posição do Buçaco não permitia tomar a ofensiva.
Por isso na própria Inglaterra se disse «que a batalha do Buçaco fora uma batalha política e não uma batalha militar».
Mas se Wellington não pôde efectuar a perseguição, ainda pior foi o deixar-se surpreender tacticamente, visto que foi forçado a abandonar a posição duma maneira precipitada, tendo de efectuar a retirada sem ordem, e vendo-se obrigado a abandonar grande parte das suas munições, fardamentos, víveres e feridos.
E incompreensível que um exército vitorioso não tivesse a energia suficiente para se ir opor nos desfiladeiros do Boialvo a um inimigo derrotado!
Enquanto que o exército de Massena retirava para Mortágua pelo mau caminho de Boialvo, o exército anglo-luso podia, por um caminho mais curto, ir ocupar o Boialvo e deter, se não aniquilar, o exército francês que ousava fazer uma marcha de flanco em presença dum inimigo vitorioso.
Wellington não julgava que Massena efectuasse a retirada pelo Boialvo e confiava que Trant com os seus milicianos tivesse ocupado aqueles desfiladeiros, como ele determinara. Trant, porém, só pôde chegar ao Sardão no dia 28 à tarde e apenas com 1.600 a 1.700 homens.
Wellington, porém, devia com a sua cavalaria, que estava sobre a estrada da Mealhada, procurar informar-se do que se passava para aqueles lados.
Na guerra devem ser previstas e prevenidas todas as hipóteses.
A retirada do exército anglo-luso fez-se sem consequências graves, porque o exército francês perdeu por várias vezes o contacto, em virtude da lentidão da marcha. As tropas francesas careciam de calçado, de fardamento, de víveres e tinham poucas munições.
Quando teve lugar a batalha do Buçaco, havia três ou quatro dias que o exército francês não comia pão. «N'avons pas de pain depuis quatre jours» dizia Junot em uma carta enviada no dia 28 de Setembro a sua mulher.
Há quem tenha também atribuído o triunfo do exército anglo-luso no Buçaco à superioridade da táctica inglesa sobre a táctica francesa, o que já se tinha evidenciado na batalha do Vimeiro.
De facto, o exército inglês tinha passado por uma grande transformação, desde que o duque de York fora nomeado comandante em chefe. O regulamento táctico mandado publicar em 1798, e que era o resultado dum profundo estudo do regulamento francês de 1791 e dos regulamentos alemães, era muito superior àquele.
Além disso tinham sido criados campos de instrução para se ministrar o ensino prático, tendo já muitos regimentos recebido essa instrução.
Enquanto a infantaria francesa formava ainda em três fileiras, a infantaria inglesa adoptou a formação em duas fileiras, o que permitia maior rapidez nos movimentos e aumento da reserva, quando se não queria aumentar as frentes de combate, ou cobrir a frente principal com fortes postos avançados.
Foi até este último dispositivo o adoptado por Wellington, que mandara ocupar os grupos de árvores e casas ou depressões de terrenos, ao alcance da artilharia, com postos avançados que sustentaram um fogo enérgico contra as colunas francesas, obrigando-as prematuramente a desenvolver-se e tornando mais difícil e perigoso o avanço pelas ásperas encostas da serra.
A artilharia, ocupando os salientes, cooperou de uma maneira activa e judiciosa com .a infantaria, o que não sucedeu aos franceses, cuja artilharia não pôde sustentar as colunas de ataque.
A artilharia anglo-lusa representou um papel importante na batalha do Buçaco.
A infantaria, coberta como dissemos, por postos avançados, formava à retaguarda da crista do terreno, sustentada nalguns pontos por artilharia, que ocupava os intervalos, ou os flancos.
Em geral, os postos. avançados eram constituídos pelas 2 companhias extremas dos batalhões (1.ª e 10.ª) que eram formadas de atiradores de elite - granadeiros e caçadores. Como cada batalhão tinha 10 companhias, segue-se que 1/5 do seu efectivo era empregado nos postos avançados da posição.
Foi com este dispositivo táctico que o exército anglo-luso teve uma manifesta superioridade sobre o exército francês. As colunas francesas, precedidas por atiradores, chegavam exaustas à crista, tendo consumido os atiradores as suas munições no combate contra os postos avançados, e, quando se julgavam senhores do terreno, eis que surgia a linha principal dos defensores, executando uma descarga a 20 ou 35 metros e carregando imediatamente à baioneta. As colunas francesas não podiam resistir a esse choque, desapoiadas como estavam da sua artilharia, que não podia tomar posição na zona de terreno batida pelos fogos dos postos avançados e da artilharia avançada que ocupava os salientes.
Enquanto as forças atacantes chegavam cansadas e desunidas, as tropas anglo-lusas que ocupavam a linha principal, estavam frescas, sob a completa acção . dos chefes, e não desmoralizadas pelo fogo, nem pela vista do campo de batalha, pois se conservavam até ao último momento a coberto das vistas e do fogo inimigo.
As cargas à baioneta eram violentas, especialmente as realizadas pelas tropas portuguesas, tornando-se surpreendentes as que foram executadas pelos nossos regimentos de infantaria n.°5 8 e 19, que ali se cobriram de glória.
Têm, pois, razão os que atribuem à táctica de combate do exército anglo-luso uma parte considerável para o seu triunfo.
Todas as tropas portuguesas que tomaram parte activa na batalha se comportaram com grande valentia. Wellington e Beresford assim o reconheceram e manifestaram nas suas ordens do dia. Foram especialmente elogiados os regimentos de infantaria n.º 9 e 21, que formavam a brigada do coronel Champalimaud, infantaria n.º 8, comandada pelo tenente-coronel Douglas; os regimentos de infantaria n.os 7 e 19 e o batalhão de caçadores n.º 2, formando a brigada do brigadeiro Colleman, os regimentos de infantaria n.os 1 e 16 e o batalhão de caçadores n.º 4, formando a brigada Pack, os batalhões de caçadores n.os 1 e 3, que faziam parte da divisão Craufurd, o batalhão de caçadores n.º 6, que entrara na composição da brigada Campbell, as brigadas de artilharia, sob o comando do major Arentichild, a brigada de artilharia, anexa à divisão Spencer e a brigada de artilharia de montanha.
Mereceram ser citados em especial os nomes dos coronéis Champalimaud, Xavier Palmeirim e Souto Maior, dos tenentes-coronéis Sulton, José Maria Bacelar, Douglas, Jorge de Avilez, Nixan, Luís do Rêgo Barreto, Sebastião Pinto de Araújo, Elder, etc.
Beresford, na sua ordem do dia 28 de Setembro, e Wellington na ordem do dia 30, elogiam e mostram-se reconhecidos para com as tropas portuguesas que tomaram parte na batalha do Buçaco.
A sua manifestação era um justo preito à bravura dos nossos soldados.







A Sopa de Arroios em 1810


Fonte:
Vitoriano José César,Batalha do Buçaco, 3.ª Ed., Lisboa, Imprensa da Armada, 1930, págs. 28 a 35 (1.ª Ed., Ferin, 1910)

dezembro 29, 2005

A história do Natal

Investigação Natalícia
O Natal sempre me intrigou. Nos primeiros tempos a explicação era simples: Tratava-se de um velhinho barbudo ajoujado a um saco de presentes que descia por uma chaminé, pela calada da noite, e nos enchia os sapatinhos de prendas. As minhas dúvidas começaram quando me apercebi da largura da chaminé. Nem o Pai Natal passaria ali, a menos que fosse um anãozinho, quanto mais o saco e as barbas. As renas também não eram convincentes. Como conseguiriam sobreviver ao tráfego da 2ª Circular e chegar à nossa casa? A partir daí, ano após ano, fui aprofundando as minhas pesquisas sobre esta matéria. Não recorri à net, descredibilizada pelo erro da Wikipedia, nem aos livros, descredibilizados entre os viciados na net. Resolvi investigar in loco.
Fiz as malas, e mesmo sem esperar pelo subsídio do Plano Tecnológico, muni-me de um portátil, mas sem GPRS para evitar cair na tentação da net, e iniciei a minha jornada de investigação. Deve começar-se pelo princípio. Dirigi-me ao cume do Ararat, onde a tradição coloca a “aterragem” da arca de Noé e segui as pisadas daquele patriarca que, felizmente para nós, foi um proeminente especialista em previsões meteorológicas e na protecção da biodiversidade.
Durante horas vagabundeei rumo ao sul, pelas montanhas da Assíria, seguindo a peugada de Cam, filho de Noé. Foi uma investigação arriscada, em vista da instabilidade que reina na região. Seguindo um vale profundo, cavado por um caudaloso afluente do Tigre, dei por mim diante das ruínas de um casebre de adobe ladeado por duas árvores seculares, mais tristes que plantas crescidas na fenda de um sepulcro, erguendo a sua rama rala e sem flor. E na sombra ténue do crepúsculo, emergiam duas velhinhas descalças, desgrenhadas, com rasgões de luto nas túnicas pobres, mais velhas que as árvores seculares, mais arruinadas que o casebre de adobe, hirtas, de cabelos desmanchados, alastrados até ao chão, numa neve inesperada. Um cão, que farejava entre as ruínas, uivava sinistramente. … Enfim, o cenário ideal para veicular tradições milenares. Nem Spielberg teria concebido um cenário melhor.
Foi aí que uma das anciãs, cabeça mais lívida que o mármore, por entre os cabelos emaranhados que o suor empastara e os olhos esmoreciam, sumidos, apagados, me informou penosamente que, de acordo com as tradições daquela aldeia e de todo o Crescente Fértil, aliás coincidentes com as da Bíblia, Cam, filho de Noé, havia tido um filho chamado Cush que desposara Semiramis. Cush e Semiramis tiveram então um filho chamado Nimrod (também conhecido por Ninus). Depois da morte de seu pai, Nimrod casara com a mãe e tornara-se um rei poderoso. Nimrod fora o construtor de diversas cidades (como Nínive) e da Torre de Babel (a Semiramis também foi atribuída a construção dos jardins suspensos da Babilónia). Enfim, gente pouco conveniente, viciada em investimentos públicos e em extorquir o dinheiro dos contribuintes.
Continuando a sua narração, a anciã, por entre sons sibilados, inevitáveis face à sua idade avançada e à ausência de recursos odontológicos na região, foi acrescentando que quando Nimrod foi morto, Semiramis proclamara que Nimrod tinha subido ao céu. Mais tarde, a patrocinadora deste blog, após alguns desregramentos domésticos que a decência e os bons costumes me impedem de revelar, tivera um filho, ilegítimo, concebido “sem pecado” (como Jesus), a quem chamara Tamuz, também conhecido por Baal. Para evitar falatórios, Semiramis pôs a correr que ele era Nimrod reencarnado. Quando Tamuz morreu, num acidente de caça, Semiramis igualmente proclamou que aquele havia subido aos céus e se tornara Deus. A sinceridade que a anciã punha nas suas palavras era garante seguro da veracidade da história. Nem por um momento tive dúvidas. Aquela história era credível. Tão credível como uma promessa de Sócrates.
A mãe, Semiramis, era figurada como A Rainha dos Céus com o filho, Tamuz, nos braços. Várias religiões antigas contam este facto. Os nomes podem variar mas a história é a mesma. Esta religião, começada com Semiramis, tornou-se mãe de todas as religiões do mundo oriental. Numerosos monumentos babilónicos mostram a deusa-mãe Semiramis com o filho nos braços. O culto desta figura (mãe e filho) disseminou-se, sob diversos nomes, por todo o mundo antigo. Semiramis e Tamuz, Isis e Hórus, Maria e Jesus.
O filho era exibido apenas como uma criança nos braços da mãe, enquanto que os artistas se empenhavam em favorecer a imagem da mãe, tentando mostrar a beleza exótica atribuída a Semiramis durante a sua vida. Beleza, força, sabedoria, orgulho indomável, resolução inquebrantável e voluptuosidade eram os seus atributos principais. Por exemplo, Catarina II da Rússia, talvez menos pela sua energia política que pela sua vida íntima, turbulenta e lasciva, foi rotulada como a Semiramis do Norte.
Foi então que veio a revelação que eu esperava, tremendo de emoção e de frio, que esta época torna as montanhas da Assíria um local inóspito e gelado. O 25 de Dezembro era celebrado como nascimento de Tamuz! Na antiguidade caldaica, 25 de Dezembro era conhecido pelo dia da criança, o dia do nascimento de Tamuz, o deus do sol. A noite anterior era a “noite da mãe”, em honra de Semiramis, hoje “véspera de Natal” e o Natal seria pois o dia do filho da mãe.
Continuando a ouvir o sussurro sibilado das velhinhas (não haveria um protésico na região?), soube que o nome Semiramis é a forma helenizada do nome sumério "Sammur-amat", ou "dádiva do mar." Também era conhecida por Ishtar que deu a palavra "Easter" (Páscoa) e Este (onde nasce o Sol). Os ritos da Primavera, 9 meses antes do nascimento do Sol do Inverno, foram os precursores da Páscoa cristã. Os Romanos chamavam-na Astarte e os Fenícios usavam Asher. Aquelas velhinhas tinham mais ciência sobre esta matéria que a Filomena Mónica sobre o D. Pedro V.
Em Israel era conhecida por Ashtaroth. A religião judaica, muito circunspecta e pouco dada a tratos de carnes, votava um ódio de morte à religião criada por Semiramis. Ao longo da sua história milenar centenas de vezes o povo de Israel caiu nas tentações idólatras atraído pelo suave e lascivo perfume da religião de Semiramis. E como é doce cair em tentações ... se foi para isso que elas foram concebidas!
Deixei as anciãs no seu tugúrio, após lhes ter dado um óbulo modesto, mas que as comoveu de satisfação (alguns dólares fazem jeito naquela terra de escassez e miséria), pensando na linha contínua que une a nossa história às remotas tradições daquelas terras.
A gestação do cristianismo foi um fenómeno longo no tempo e no espaço. Se os seus ensinamentos morais eram a resposta que os deserdados pretendiam face à crise social e de valores do mundo antigo, o seu ritual e os aspectos lúdicos da sua liturgia entroncam nas religiões do médio oriente, transplantadas para Roma após as conquistas.
Os Romans tinham a "Festa da Saturnalia" em honra de Saturno. Este festival era celebrado entre 17 e 23 de Dezembro. Nos últimos dois dias trocavam-se presentes em honra de Saturno. Em 25 de Dezembro era a celebração do nascimento do sol invencível (Natalis Solis Invicti). Posteriormente, à medida que as tradições romanas iam sendo suplantadas pelas tradições orientais importadas, os maiores festejos realizavam-se em honra do deus Mitra, cujo nascimento se comemorava a 25 de Dezembro. O culto de Mitra, o deus do sol, da luz e da rectidão, penetrou em Roma no 1º século AC. Mitra era o correspondente iraniano do babilónico Tamuz.
A data entrou no calendário civil romano em 274, quando o Imperador Aureliano declarou aquele dia o maior feriado em Roma. A data assinalava a festa mitraista do Natalis Solis Invicti. Com a quantidade enorme de feriados que então havia em Roma, ser considerado o maior feriado era uma proeza notável.
Aureliano ao acabar com a insurreição de Palmira e do Oriente e trazer a sua rainha Zenóbia para Roma, enterrou, em contrapartida e definitivamente, as tradições romanas do culto da família e das virtudes que haviam feito a grandeza da república, mas que foram perdendo influência à medida que o poder de Roma se estendia ao mundo conhecido. E ao ter destruído Palmira, permitiu que Volney, 15 séculos depois, invocasse aquelas ruínas (Je vous salue, ruines solitaires, tombeaux saints, murs silencieux!) para início das suas belíssimas meditações sobre a condição humana e a origem e o destino das sociedades, dos governos e das leis.
A escolha do dia 25 de Dezembro como data de comemoração do nascimento de Cristo nada teve, portanto, de arbitrária. Ao colocar, de uma vez por todas, o nascimento de Cristo a meio das antiquíssimas festividades pagãs do solstício do Inverno, a Igreja Cristã tinha a esperança de as absorver e de as converter, o que veio efectivamente a acontecer. Mas se a Igreja ganhou ao transformar aquela festividade na comemoração mais importante da liturgia cristã, teve que aceitar a aculturação resultante da importação de muitos símbolos das religiões antigas.
Foi assim que no século IV, o 25 de Dezembro passou a ser a festa do "Dies Natalis Domini", por decreto papal. A partir daí não há dúvidas e a história está tranquila.
E assim terminei a minha investigação e regressei a penates. E enquanto crepitava a lareira no conchego do lar, fui pensando no fio oculto que nos liga ao início da história da humanidade. Quando se fala da tradição judaico-cristã da nossa cultura eu penso menos nessa tradição como fé religiosa do que como matriz cultural. A gestação do cristianismo durou vários séculos num meio político que o hostilizava. A religião cristã acabou por incorporar na sua liturgia imensos símbolos das religiões que a precederam – a Virgem e o menino, o Natal, a Páscoa, o halo que se perfila por detrás da cabeça de Cristo (posteriormente alargado às representações dos santos), que representa uma reminiscência simbólica do sol invencível, etc..
O Natal, assim como outros eventos da liturgia cristã, começou há muitos milénios, no seio das primeiras religiões do médio oriente, ligado ao culto solar sob diversas formas e sentimentos. Continuou, adaptando-se ao sabor das alterações políticas e religiosas, incorporando ou rejeitando símbolos e conceitos, mas comemorando sempre o 25 de Dezembro e a sua véspera.
(Retirado, com a devida reverência, do semiramis.weblog.com.pt)